Dores difusas nos ossos, especialmente nas costas, no quadril e nas pernas, são frequentemente atribuídas a cansaço do corpo ou má postura. Na maioria das vezes, porém, esses incômodos podem estar relacionados à deficiência de vitamina D, uma das carências nutricionais mais comuns na população mundial. Essa vitamina é essencial para a absorção de cálcio e, quando seus níveis estão baixos, os ossos se tornam mais frágeis e doloridos. Conhecer os sinais dessa deficiência pode evitar que o problema se agrave silenciosamente ao longo dos anos.
Por que a falta de vitamina D causa dor nos ossos?
A vitamina D tem papel fundamental na absorção do cálcio pelo intestino. Quando ela está em falta, o corpo não consegue incorporar o cálcio nos ossos de forma adequada, tornando-os mais porosos e sensíveis. Em adultos, essa condição é chamada de osteomalácia, que se manifesta como uma dor óssea difusa que muitas vezes é confundida com fibromialgia, dor crônica ou até mesmo depressão.
Essa dor costuma ser mais intensa ao pressionar áreas como o osso do peito ou a parte da frente da canela. Além disso, a fraqueza muscular que acompanha a deficiência dificulta atividades simples como levantar de uma cadeira ou subir escadas, aumentando consideravelmente o risco de quedas, especialmente em pessoas idosas.

Sinais que costumam ser ignorados
A deficiência de vitamina D provoca sintomas que aparecem de forma gradual e costumam ser confundidos com outros problemas de saúde. Os sinais mais comuns que merecem atenção incluem:

Atualização clínica confirma que a osteomalácia por vitamina D é subdiagnosticada
A relação entre vitamina D baixa e dor óssea é amplamente reconhecida pela medicina, mas ainda assim o problema é frequentemente ignorado. Segundo a atualização clínica “Osteomalacia and Vitamin D Status: A Clinical Update 2020”, publicada na revista JBMR Plus e disponível no PubMed Central, a osteomalácia causada por deficiência de vitamina D é provavelmente subdiagnosticada ou confundida com outras condições, como osteoporose. A publicação destaca que os sinais mais comuns incluem dor óssea difusa, fraqueza muscular e fraturas em locais característicos como costelas, bacia e fêmur. O estudo também alerta que a fraqueza muscular associada à deficiência pode afetar entre 44% e 100% dos pacientes, dependendo da gravidade e da duração da carência.
Quem tem maior risco e quando procurar um médico?
Alguns grupos são mais propensos à deficiência de vitamina D, como pessoas que trabalham em ambientes fechados, idosos com pele mais fina, pessoas com pele escura que precisam de mais exposição solar e pessoas com obesidade, já que a gordura corporal pode reter parte da vitamina produzida na pele. O diagnóstico exige um exame de sangue que mede o nível de 25-hidroxivitamina D, e suplementar sem esse exame pode ser arriscado, pois o excesso da vitamina causa acúmulo de cálcio no sangue com risco de problemas renais e cardíacos.
Se você sente dores nos ossos sem explicação, fadiga constante ou fraqueza para atividades do dia a dia, procure um médico para investigação. Para saber mais sobre os sintomas e o tratamento da carência de vitamina D, confira o guia completo sobre deficiência de vitamina D do Tua Saúde. Somente um profissional de saúde pode solicitar os exames adequados e indicar o tratamento correto para o seu caso.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Nunca interrompa qualquer tratamento sem orientação profissional adequada.









