Unhas que lascam, descamam e quebram constantemente costumam ser tratadas como um problema cosmético, resolvido com bases fortalecedoras ou esmaltes especiais. No entanto, quando a fragilidade persiste o ano inteiro independentemente dos cuidados externos, o problema quase sempre vem de dentro. A biotina, também conhecida como vitamina B7, é um nutriente essencial para a produção de queratina, a proteína que dá estrutura e resistência às unhas. Quando seus níveis estão baixos, nenhum tratamento tópico consegue resolver a causa real da fragilidade.
Como a biotina atua na saúde das unhas?
A biotina funciona como uma peça fundamental no processo de fabricação da queratina pelo organismo. Sem ela, as células que formam a unha não conseguem produzir queratina suficiente nem com a qualidade necessária para manter os fios compactos e resistentes. O resultado é uma unha fina, que descama em camadas e quebra com facilidade mesmo em atividades simples do dia a dia.
Estudos clínicos demonstraram que a suplementação de 2,5 mg de biotina por dia, durante um período de 3 a 6 meses, promoveu melhora significativa na espessura e na resistência das unhas em pacientes com fragilidade crônica. Esse tempo de tratamento é necessário porque a unha leva meses para se renovar completamente.
Quem tem maior risco de ter biotina baixa?
Embora a deficiência severa de biotina seja considerada rara em quem mantém uma alimentação variada, níveis insuficientes são mais comuns do que se imagina em determinados grupos. Alguns fatores aumentam significativamente o risco:

Revisão científica confirma os efeitos da biotina em unhas quebradiças
As evidências sobre o papel da biotina na saúde das unhas já foram analisadas de forma criteriosa pela literatura médica. Segundo a revisão intitulada “Biotin for the treatment of nail disease: what is the evidence?”, publicada no Journal of Dermatological Treatment em 2017, ensaios clínicos demonstraram melhora na firmeza, dureza e espessura das unhas frágeis com o uso oral de biotina. Um dos estudos avaliados na revisão mostrou que 91% dos pacientes tratados com 2,5 mg diários apresentaram unhas mais firmes após uma média de cinco meses e meio de uso. A revisão reforça que, embora os resultados sejam promissores, são necessários estudos maiores para definir a dose ideal.

Outros nutrientes que também afetam a saúde das unhas
A biotina não é o único nutriente envolvido na saúde das unhas. Outras deficiências podem contribuir para a fragilidade e merecem investigação em conjunto:
- Ferro: níveis baixos de ferritina estão associados a unhas finas, côncavas e quebradiças
- Zinco: a falta de zinco pode causar manchas brancas, sulcos e fragilidade na estrutura da unha
- Vitamina D: sua deficiência também tem sido relacionada a alterações na qualidade das unhas e dos cabelos
Por isso, a investigação ideal inclui um painel de exames que avalie não apenas a biotina, mas também ferro, zinco, vitamina D e função da tireoide. Para conhecer mais sobre as possíveis causas das unhas fracas, vale consultar fontes especializadas em saúde.
Quando as alterações nas unhas pedem avaliação médica?
Unhas que apenas quebram com facilidade podem refletir uma questão nutricional simples de resolver. Porém, alterações mais marcantes como sulcos profundos, mudanças no formato, manchas escuras ou descolamento da unha do leito podem indicar condições sistêmicas que vão além da alimentação. Nesses casos, a avaliação de um dermatologista com exames complementares é indispensável para descartar problemas como doenças da tireoide, psoríase ungueal ou outras condições que se manifestam nas unhas.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer suplementação.









