Acordar com unhas que quebram facilmente e apresentam linhas verticais marcadas pode parecer apenas um incômodo estético. No entanto, essas características são sinais que o corpo envia para alertar sobre possíveis desequilíbrios internos. A formação saudável das unhas depende de nutrientes como ferro, zinco e biotina, além de funções metabólicas reguladas pela tireoide. Quando algo não vai bem nessas áreas, as unhas costumam ser um dos primeiros indicadores visíveis.
Por que as unhas ficam quebradiças e com linhas verticais
As unhas são formadas por queratina, uma proteína que precisa de suporte nutricional adequado para ser produzida de forma saudável. Quando há carência de vitaminas do complexo B, ferro ou zinco, a produção dessa proteína diminui e as unhas perdem resistência. Além disso, a desidratação e o uso frequente de produtos químicos enfraquecem a estrutura, deixando as unhas mais propensas à quebra.
As linhas verticais que surgem da base até a ponta da unha estão frequentemente associadas ao processo natural de envelhecimento. Conforme os anos passam, a renovação celular se torna mais lenta, o que afeta diretamente a textura e a aparência das unhas. Porém, quando essas linhas aparecem de forma precoce ou acentuada, podem indicar deficiências nutricionais ou problemas de saúde.
O que a ciência diz sobre nutrição e saúde das unhas
A relação entre alimentação e saúde das unhas é amplamente documentada na literatura médica. Segundo a revisão “Nutrition and nail disease”, publicada na revista Clinics in Dermatology e indexada no PubMed, praticamente toda deficiência nutricional pode afetar o crescimento das unhas de alguma forma. O estudo detalha a composição da unha saudável, incluindo seu conteúdo de queratina, enxofre e minerais como ferro, zinco, cálcio e cobre, além de destacar o uso promissor da biotina no tratamento de distúrbios ungueais.

Principais vitaminas e minerais para unhas fortes
Uma alimentação equilibrada é fundamental para manter as unhas saudáveis. Alguns nutrientes se destacam pela importância direta na formação da queratina e na resistência ungueal:
- Biotina: também conhecida como vitamina B7, estimula a produção de queratina e ajuda a evitar fissuras na lâmina ungueal
- Ferro: essencial para o transporte de oxigênio às células que formam as unhas, sua falta pode deixar as unhas finas e côncavas
- Zinco: participa da divisão celular responsável por formar novas camadas da unha
- Vitaminas A, C e E: atuam na renovação celular, formação de colágeno e proteção antioxidante
Sinais que merecem atenção
Além da fragilidade e das linhas verticais, outros sinais nas unhas podem indicar problemas de saúde. É importante observar:
- Linhas horizontais, que podem surgir após febre, estresse físico ou desnutrição
- Mudanças na coloração, como unhas amareladas ou esbranquiçadas
- Superfície côncava, frequentemente associada à anemia por deficiência de ferro
- Unhas muito opacas ou sem brilho natural
Quando esses sinais aparecem de forma persistente, mesmo com alimentação equilibrada, é fundamental investigar possíveis causas internas. Alterações na tireoide, anemias e disfunções hepáticas podem ser identificadas por meio de exames simples de sangue.

Como cuidar das unhas no dia a dia
Manter as unhas saudáveis exige atenção tanto à alimentação quanto aos cuidados externos. Hidratar as cutículas regularmente com óleos ou cremes específicos ajuda a evitar o ressecamento. Usar luvas ao manipular produtos de limpeza protege as unhas de agentes agressivos. A ingestão adequada de água também é essencial, pois a desidratação afeta diretamente a estrutura ungueal.
Se as unhas estão permanentemente quebradiças, com linhas muito marcadas ou mudança de cor, a recomendação é procurar um dermatologista ou clínico geral. Para mais informações sobre alterações nas unhas e seus significados, consulte o guia completo do Tua Saúde. Cada pessoa possui um perfil metabólico e nutricional único, e somente um profissional de saúde pode indicar o tratamento mais adequado para cada caso.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, diagnóstico ou tratamento de um médico. Caso apresente sintomas persistentes, procure orientação profissional.









