A biotina, também conhecida como vitamina B7, é considerada uma das principais vitaminas para quem sofre com queda de cabelo e unhas quebradiças. Ela participa diretamente da produção de queratina, a proteína que forma a estrutura dos fios e das unhas, e sua deficiência está associada ao enfraquecimento dessas estruturas. A seguir, entenda como a biotina atua no organismo, quais são seus benefícios comprovados e quando a suplementação pode ser indicada.
Por que a biotina é essencial para cabelos e unhas?
A biotina funciona como uma peça-chave no metabolismo das proteínas, ajudando o corpo a produzir queratina de forma eficiente. Essa proteína representa cerca de 85% da composição dos fios de cabelo e também é a base estrutural das unhas. Quando os níveis de biotina estão adequados, os fios tendem a crescer mais fortes e resistentes, e as unhas se tornam menos propensas a lascar ou quebrar.
A deficiência dessa vitamina, embora não seja comum na população geral, pode provocar sinais visíveis como afinamento dos fios, queda acentuada e unhas frágeis. Pesquisas indicam que até 38% das mulheres que relatam queda de cabelo apresentam níveis baixos de biotina no organismo, o que reforça a importância de investigar essa possível carência.
Revisão científica avalia a eficácia da biotina no crescimento capilar
O papel da biotina na saúde dos cabelos e das unhas conta com respaldo na literatura médica. Segundo a revisão sistemática “A Review of the Use of Biotin for Hair Loss”, publicada no periódico Skin Appendage Disorders, todos os 18 casos analisados de pacientes que receberam suplementação de biotina apresentaram melhora clínica na saúde dos fios e das unhas. O estudo, conduzido por pesquisadores do Children’s Hospital of Philadelphia, destacou que os maiores benefícios foram observados em pessoas com deficiência confirmada da vitamina ou com condições específicas como a síndrome das unhas frágeis.

Sinais de que o corpo pode estar com falta de biotina
Como a biotina é uma vitamina solúvel em água, o organismo não a armazena em grandes quantidades, e por isso os níveis precisam ser repostos diariamente por meio da alimentação. Quando há carência, o corpo costuma dar sinais que vão além dos cabelos e das unhas. Os principais sintomas de deficiência incluem:
QUEDA DE CABELO
A queda acentuada e o afinamento progressivo dos fios podem indicar níveis insuficientes de biotina.
UNHAS FRÁGEIS
Unhas quebradiças, com fissuras e descamação frequente, são sinais comuns de deficiência.
PELE RESSECADA
Vermelhidão e descamação, especialmente ao redor dos olhos e da boca, podem indicar baixos níveis da vitamina.
CANSAÇO PERSISTENTE
A dificuldade em converter alimentos em energia pode causar fadiga constante.
Alimentos ricos em biotina e formas de suplementação
A maioria das pessoas consegue obter biotina suficiente por meio de uma alimentação variada e equilibrada. Alguns alimentos se destacam como fontes naturais dessa vitamina. Entre os mais ricos em biotina estão:
- Gema de ovo cozido que é uma das fontes mais concentradas da vitamina
- Fígado bovino rico também em ferro e outras vitaminas do complexo B
- Amendoim, nozes e amêndoas que oferecem biotina junto com gorduras saudáveis
- Batata-doce, espinafre e brócolis como opções vegetais com boas quantidades do nutriente
A suplementação com biotina está disponível em cápsulas e gomas, geralmente em doses que variam de 30 a 5.000 microgramas. A dose diária recomendada para adultos é de 30 microgramas, mas doses maiores podem ser indicadas em casos específicos de deficiência.
Quando procurar ajuda profissional?
Embora a biotina seja considerada segura nas doses recomendadas, é importante saber que doses elevadas podem interferir em resultados de exames laboratoriais, especialmente os relacionados à tireoide e a marcadores cardíacos. A FDA já emitiu um alerta sobre essa possível interferência, reforçando a necessidade de informar o médico sobre o uso de suplementos antes de realizar exames.
Se a queda de cabelo ou a fragilidade das unhas persistirem, o ideal é buscar orientação de um dermatologista ou nutricionista. Somente um profissional de saúde pode avaliar os níveis de biotina no organismo, identificar possíveis causas e indicar a forma e a dosagem mais adequadas para cada situação.









