A vitamina E costuma receber menos atenção do que outros nutrientes, mas seu papel na proteção das células é fundamental para a saúde. Com forte ação antioxidante, ela combate os chamados radicais livres — moléculas que danificam as células e aceleram o envelhecimento — e participa da defesa imunológica, da proteção neurológica e da saúde cardiovascular. Entender quais doenças ela ajuda a prevenir e como manter níveis adequados pode fazer grande diferença na qualidade de vida a longo prazo.
Como a vitamina E protege o organismo?
A vitamina E atua como um escudo natural contra o estresse oxidativo, um processo que está por trás de diversas doenças crônicas. Ela protege as membranas das células contra danos provocados por radicais livres, o que ajuda a preservar o funcionamento saudável dos tecidos, especialmente do sistema nervoso e dos músculos.
Além disso, essa vitamina desempenha papel importante no fortalecimento do sistema imunológico. Ela auxilia o corpo a se defender de infecções e contribui para o equilíbrio de processos inflamatórios, que quando descontrolados estão associados a problemas como doenças cardíacas e diabetes.
Quais doenças a vitamina E pode ajudar a prevenir?
Os benefícios da vitamina E são sustentados por um número crescente de estudos científicos. Entre as condições que ela ajuda a prevenir ou cujo risco ela pode reduzir, destacam-se:
DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS
A deficiência pode causar danos neurológicos, perda de coordenação e fraqueza muscular.
DOENÇAS CARDIOVASCULARES
A ingestão adequada pode reduzir o risco de doença coronária.
ALGUNS TIPOS DE CÂNCER
Níveis adequados podem contribuir para proteção contra tumores como bexiga e fígado.
PROBLEMAS OCULARES
Ajuda a proteger contra degeneração macular relacionada à idade.
Revisão publicada na Frontiers in Public Health avalia os efeitos da vitamina E em múltiplas doenças
A relação entre vitamina E e prevenção de doenças foi analisada de forma abrangente em um trabalho científico recente. Segundo a revisão abrangente “Vitamin E intake and multiple health outcomes: an umbrella review”, publicada na revista Frontiers in Public Health, foram avaliadas diversas meta-análises de estudos observacionais e ensaios clínicos sobre os efeitos da vitamina E na saúde humana. O trabalho concluiu que a ingestão dietética de vitamina E foi associada a menor risco de mortalidade por doenças cardiovasculares e de alguns tipos de câncer, mas reforçou que a suplementação em doses elevadas pode trazer riscos e não substitui uma alimentação equilibrada.
Alimentos ricos em vitamina E para incluir na dieta
A melhor forma de garantir níveis adequados de vitamina E é através da alimentação. O corpo absorve essa vitamina com mais eficiência quando ela vem acompanhada de gorduras saudáveis. Conheça as principais fontes:
- Sementes de girassol e amêndoas — estão entre as fontes mais concentradas de vitamina E disponíveis na natureza
- Azeite de oliva e óleo de girassol — além de vitamina E, fornecem gorduras que facilitam sua absorção pelo organismo
- Abacate e amendoim — opções práticas e versáteis para o dia a dia, com boa quantidade do nutriente
- Espinafre e brócolis — vegetais de folhas verdes que combinam vitamina E com fibras e outros antioxidantes

Quando a suplementação pode ser necessária e seus riscos?
A maioria das pessoas consegue obter os 15 miligramas diários recomendados de vitamina E por meio da alimentação. A deficiência é rara em adultos saudáveis, mas pode afetar pessoas com doenças que dificultam a absorção de gorduras, como problemas no fígado, pâncreas ou vesícula biliar. Em recém-nascidos prematuros, a carência de vitamina E representa um risco maior e exige atenção especial.
A vitamina E é essencial para a proteção celular e a prevenção de doenças, mas o excesso por meio de suplementos pode causar efeitos indesejados, como risco aumentado de sangramentos. Antes de iniciar qualquer suplementação, consulte um médico ou nutricionista para uma avaliação individual das suas necessidades.









