O colesterol HDL, conhecido como colesterol bom, desempenha papel crucial na proteção cardiovascular ao realizar o transporte reverso do colesterol, removendo o excesso de colesterol das artérias e transportando-o de volta ao fígado para eliminação. Estudos epidemiológicos demonstram que cada aumento de um miligrama por decilitro nos níveis de HDL está associado a redução de dois a três por cento no risco de doenças cardiovasculares, independentemente dos níveis de LDL, tornando essencial manter níveis adequados através de alimentação equilibrada e hábitos saudáveis.
Por que o HDL é chamado de colesterol bom?
O HDL é considerado benéfico porque age como um sistema de limpeza vascular, coletando o excesso de colesterol depositado nas paredes das artérias e transportando-o de volta ao fígado para processamento e eliminação. Este processo, conhecido como transporte reverso do colesterol, previne o acúmulo de placas ateroscleróticas que podem obstruir as artérias e causar ataques cardíacos ou derrames.
Além do transporte de colesterol, o HDL possui propriedades antioxidantes que protegem o LDL da oxidação, processo que transforma o colesterol em forma prejudicial capaz de danificar as paredes arteriais. O HDL também possui efeitos anti-inflamatórios e antitrombóticos, reduzindo a inflamação vascular e diminuindo a tendência de formação de coágulos sanguíneos, múltiplos mecanismos que explicam sua forte associação com menor risco cardiovascular.
Estudo científico comprova alimentos que aumentam o HDL
Os efeitos da alimentação nos níveis de HDL foram confirmados em uma extensa revisão científica publicada no American Journal of Clinical Nutrition. Segundo a revisão publicada no American Journal of Clinical Nutrition, múltiplos fatores dietéticos demonstraram capacidade de aumentar as concentrações de colesterol HDL, sendo o HDL inversamente associado ao risco de doença cardíaca coronária.
A pesquisa revelou que a substituição de carboidratos da dieta por gorduras poliinsaturadas, monoinsaturadas e saturadas está associada a aumentos progressivamente maiores no HDL, variando de sete a doze por cento. O consumo de álcool foi associado a aumento de nove vírgula dois por cento no HDL, independente de mudanças em outros lipídios medidos. Efeitos modestos de aproximadamente quatro a cinco por cento também foram observados com perda de peso através de dieta, ácidos graxos ômega-3 e padrão alimentar mediterrâneo, embora o benefício cardiovascular de aumentar o HDL permaneça incerto dado a evidência inconsistente de ensaios farmacológicos.

Alimentos que aumentam naturalmente o colesterol HDL
Incorporar estes alimentos na dieta regular pode ajudar a elevar os níveis de HDL e melhorar o perfil lipídico geral:
AZEITE EXTRA VIRGEM
Rico em gorduras monoinsaturadas e polifenóis.
PEIXES GORDOS
Fonte de ômega-3 que melhora o perfil lipídico.
ABACATE
Combinação de fibras e gorduras saudáveis.
OLEAGINOSAS
Ricas em antioxidantes e gorduras boas.
LINHAÇA E CHIA
Ômega-3 vegetal e fibras solúveis.
GRÃOS INTEGRAIS
Melhoram o colesterol através das fibras.
LEGUMINOSAS
Proteínas vegetais e compostos bioativos.
FRUTAS VERMELHAS
Ricas em antocianinas cardioprotetoras.
Hábitos de estilo de vida que aumentam o HDL
Além da alimentação, mudanças no estilo de vida produzem impacto significativo nos níveis de HDL. A atividade física aeróbica regular é uma das intervenções mais eficazes, com estudos mostrando que exercícios moderados a vigorosos por pelo menos cento e cinquenta minutos por semana podem aumentar o HDL em cinco a dez por cento. A intensidade e duração do exercício são mais importantes que o tipo específico de atividade.
Parar de fumar resulta em aumento rápido e substancial do HDL, geralmente dentro de três semanas após cessação. A perda de peso em pessoas com sobrepeso ou obesidade aumenta o HDL em aproximadamente um miligrama por decilitro para cada três quilos perdidos. Reduzir o consumo de carboidratos refinados e açúcares adicionados também eleva o HDL, pois dietas ricas em açúcar tendem a diminuir esses níveis protetores.
Níveis ideais de HDL e quando buscar ajuda médica
Os níveis ideais de HDL variam ligeiramente entre homens e mulheres. Para homens, valores acima de quarenta miligramas por decilitro são considerados adequados, enquanto para mulheres o mínimo recomendado é cinquenta miligramas por decilitro. Níveis acima de sessenta miligramas por decilitro são considerados protetores e associados a risco cardiovascular significativamente reduzido em ambos os sexos.
HDL muito baixo, especialmente abaixo de quarenta miligramas por decilitro em homens ou cinquenta em mulheres, aumenta substancialmente o risco de doenças cardiovasculares mesmo quando o LDL está controlado. Se mudanças na dieta e estilo de vida por três a seis meses não elevarem adequadamente o HDL, ou se houver fatores de risco adicionais como histórico familiar de doença cardíaca precoce, diabetes ou múltiplos fatores de risco cardiovascular, medicamentos como niacina ou fibratos podem ser considerados. Para avaliação completa do seu perfil lipídico e orientações personalizadas sobre como aumentar o HDL através de dieta e estilo de vida, consulte sempre um médico cardiologista ou nutricionista.









