A mononucleose infecciosa, também conhecida como “doença do beijo”, é uma infecção viral causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV), um tipo de herpesvírus. Segundo o CDC, pelo menos uma em cada quatro pessoas entre 15 e 24 anos que se infectam com o vírus EBV desenvolverá mononucleose infecciosa, sendo mais comum em adolescentes e adultos jovens. A doença é caracterizada por febre, dor de garganta intensa, aumento dos gânglios linfáticos e fadiga extrema que pode durar várias semanas ou até meses.
Quais são os sintomas da mononucleose?
Os sintomas da mononucleose geralmente aparecem entre quatro a seis semanas após a exposição ao vírus. Segundo o Merck Manual, esse período de incubação pode variar de 30 a 50 dias, e os sintomas tendem a se desenvolver de forma gradual, não aparecendo todos ao mesmo tempo.
A característica mais marcante da doença é uma fadiga intensa e debilitante que pode persistir por semanas ou meses. A febre geralmente é alta, a dor de garganta pode ser severa, e os gânglios linfáticos ficam visivelmente inchados, especialmente no pescoço, axilas e virilha.
Principais sintomas da mononucleose
| Sintoma | Descrição |
|---|---|
| Fadiga extrema | cansaço intenso que pode durar semanas ou meses |
| Febre alta | temperatura elevada que persiste por várias semanas |
| Dor de garganta intensa | frequentemente com placas nas amígdalas |
| Aumento dos gânglios | inchaço visível no pescoço, axilas e virilha |
| Baço aumentado | pode causar dor abdominal e risco de ruptura |
| Fígado aumentado | elevação das enzimas hepáticas |
| Erupções cutâneas | especialmente ao usar antibióticos de penicilina |
Como a mononucleose é transmitida?
A mononucleose é transmitida principalmente através da saliva, razão pela qual é conhecida como “doença do beijo”. Segundo a Cleveland Clinic, o vírus Epstein-Barr se espalha por fluidos corporais, sendo extremamente comum nos Estados Unidos onde cerca de 95% dos adultos já tiveram infecção por EBV em algum momento da vida.
O vírus pode ser transmitido ao beijar uma pessoa infectada, compartilhar copos, talheres, escovas de dente ou batom. A transmissão também ocorre através de tosse, espirro, contato sexual e, menos comumente, por transfusões de sangue ou transplantes de órgãos.

Como é feito o diagnóstico da mononucleose?
O diagnóstico da mononucleose é baseado nos sintomas clínicos e confirmado através de exames laboratoriais. O médico realiza um exame físico procurando linfonodos aumentados, baço ou fígado inchados e amígdalas com placas brancas.
O teste de triagem mais comum é o monospot, que detecta anticorpos heterofilos produzidos em resposta ao vírus. Segundo a American Academy of Family Physicians, esse teste tem sensibilidade de 87% e especificidade de 91%, com resultados disponíveis em poucas horas, mas pode dar falso-negativo na primeira semana da doença.
Exames utilizados para diagnosticar mononucleose:
- Teste monospot: exame rápido mas pode ser falso-negativo na primeira semana
- Hemograma completo: mostra aumento de linfócitos acima de 40%
- Anticorpos específicos para EBV: mais sensível e específico que o monospot
- Enzimas hepáticas: elevadas em cerca de 90% dos pacientes
- Ultrassonografia abdominal: avalia o tamanho do baço quando há risco de ruptura

Como é o tratamento da mononucleose?
O tratamento da mononucleose é exclusivamente sintomático, pois não existe medicamento antiviral específico para o vírus Epstein-Barr. Segundo a Mayo Clinic, a maioria das pessoas se recupera em duas a quatro semanas, mas algumas podem sentir fadiga por vários meses. O repouso é fundamental, a hidratação adequada ajuda a aliviar febre e dor de garganta, e analgésicos como paracetamol ou ibuprofeno controlam a dor. Segundo o CDC, deve-se evitar antibióticos à base de penicilina como amoxicilina, pois causam erupções cutâneas em pessoas com mononucleose.
A complicação mais importante é o aumento do baço, que cria risco de ruptura esplênica, uma emergência médica potencialmente fatal. Por isso, os pacientes devem evitar atividades físicas intensas, levantamento de peso e esportes de contato por pelo menos três a quatro semanas após o início dos sintomas. Uma vez recuperada, a pessoa fica com o vírus dormente no organismo pelo resto da vida, mas raramente desenvolve sintomas novamente, exceto se o sistema imunológico estiver comprometido.









