Vitamina D fortalece ossos, dentes e sistema imunológico, sendo obtida principalmente pela exposição solar. No entanto, diversos alimentos de origem animal fornecem quantidades importantes dessa vitamina quando o sol não é suficiente. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia estabelece que adultos necessitam entre 600 e 800 UI diárias para manter níveis adequados no organismo.
Por que peixes concentram tanta vitamina D?
Peixes gordurosos de águas profundas são as fontes alimentares mais ricas em vitamina D porque metabolizam esse nutriente através da pele, assim como humanos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos documenta que esses animais marinhos acumulam grandes quantidades da vitamina em seus tecidos gordurosos.
Salmão, sardinha, atum e arenque lideram o ranking de alimentos com maior concentração dessa vitamina. O óleo de fígado de bacalhau é o campeão absoluto, fornecendo mais de dez vezes a necessidade diária em apenas 100 gramas. Esses peixes superam qualquer outra fonte alimentar disponível naturalmente.
Quais os alimentos campeões em vitamina D?
O USDA lista os alimentos com maior concentração de vitamina D por 100 gramas de porção. Peixes e frutos do mar dominam as primeiras posições, seguidos por produtos fortificados e alimentos de origem animal.
Principais fontes naturais de vitamina D
| Alimento | Vitamina D (mcg) | % da necessidade diária | Impacto nutricional |
|---|---|---|---|
| Óleo de fígado de bacalhau | 252 mcg | +1.000% |
Fonte extremamente concentrada
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| Óleo de salmão | 100 mcg | 400% |
Altíssima densidade nutricional
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| Sardinha enlatada em azeite | 40 mcg | 160% |
Excelente custo-benefício
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| Arenque fresco | 23,5 mcg | ≈100% |
Cobre quase toda a recomendação
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| Salmão defumado | 20 mcg | 80% |
Boa opção para consumo frequente
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| Peixe-espada | 13,9 mcg | +50% |
Contribuição relevante
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| Ostras cruas | 8 mcg | 32% |
Complemento nutricional
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| Salmão fresco | 5 mcg | 20% |
Ajuda no consumo diário
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| Truta | 3,9 mcg | ≈15% |
Fonte moderada
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| Leite fortificado | 2,45 mcg | 10% |
Suporte diário, não principal fonte
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Que opções existem além dos peixes?
Ovos, laticínios e carnes também fornecem vitamina D, embora em quantidades menores que peixes. A gema do ovo concentra praticamente toda a vitamina D presente no alimento, enquanto laticínios fortificados ajudam a complementar a ingestão diária. Carnes e vísceras contribuem quando consumidas regularmente.
Cogumelos são a única fonte vegetal natural de vitamina D, produzindo essa vitamina quando expostos à luz solar. Variedades como shiitake, shimeji e portobello colhidos ao sol oferecem quantidades úteis de vitamina D2. Vegetarianos devem priorizar cogumelos frescos, ovos e laticínios fortificados para atingir as necessidades diárias.

Como vegetarianos obtêm vitamina D suficiente?
Vegetarianos estritos enfrentam desafio maior porque vitamina D está presente principalmente em alimentos animais. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia recomenda combinar exposição solar adequada com alimentos fortificados ou suplementação orientada por médico ou nutricionista.
Opções para dieta vegetariana:
- Cogumelos expostos ao sol: shiitake, portobello e shimeji colhidos frescos
- Leite de soja fortificado: 0,68 mcg por 100 ml
- Cereais matinais fortificados: variam conforme fabricante
- Ovos: 1,3 mcg por unidade (opção ovolactovegetariana)
- Iogurte fortificado: 0,04 mcg por 100 gramas
- Queijos: cheddar oferece 0,32 mcg por 100 gramas
- Leite integral ou desnatado fortificado: 2,45 mcg por 100 ml
- Manteiga: 1,53 mcg por 100 gramas
- Suplementos de vitamina D: sob prescrição profissional
- Exposição solar: 15-30 minutos, 2-3 vezes por semana
Qual quantidade cada pessoa precisa diariamente?
As necessidades variam conforme idade e condição de saúde. Crianças a partir de 1 ano e adultos saudáveis necessitam de 600 UI diárias, equivalente a 15 microgramas de vitamina D. Pessoas acima de 60 anos devem consumir 800 UI ou 20 microgramas diários para compensar a menor produção cutânea com o envelhecimento.
Exposição solar de 15 a 30 minutos entre 10h e 15h, 2 a 3 vezes por semana, produz quantidade suficiente para maioria das pessoas. Quando isso não é possível, combinação de alimentos ricos em vitamina D com eventual suplementação prescrita garante níveis adequados no organismo.









