Polilaminina é uma medicação experimental, à base de uma proteína chamada laminina, indicada para auxiliar a recuperação de movimentos após lesões graves na medula espinhal, principalmente em casos de trauma recente na coluna.
Essa substância é feita a partir de proteínas da placenta humana, que ajudam a organizar as células e funciona como um andaime biológico, permitindo que os nervos cresçam e se reconectem nas áreas lesionadas.
A polilaminina é aplicada por injeção diretamente na medula espinhal, no entanto, ainda não possui aprovação da Anvisa para comercialização, sendo liberada apenas para uso em pesquisas clínicas controladas.
Para que serve
A polilaminina é estudada para casos de:
- Lesões recentes na medula espinhal;
- Trauma grave na coluna vertebral que afeta os nervos.
A polilaminina é indicada como uma possibilidade de estimular a regeneração dos nervos e melhorar a função motora após danos neurológicos.
Essas indicações ainda fazem parte de pesquisas clínicas conduzidas por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e ainda não representam um tratamento aprovado pela Anvisa para uso amplo na população.
Como funciona a polilaminina
A polilaminina age imitando a laminina, uma proteína natural do corpo que ajuda a organizar células e tecidos.
Quando ocorre uma lesão na medula espinhal, as conexões entre os nervos são interrompidas, dificultando a comunicação entre o cérebro e o corpo.
Leia também: Lesão medular: o que é, tipos e tratamento (tem cura?) tuasaude.com/lesao-medularA polilaminina, quando aplicada na área da lesão, age como um apoio que ajuda os nervos a crescerem de forma organizada, permitindo que se reconectem, ajudando na recuperação dos movimentos.
Estudo com polilaminina
Nos estudos clínicos de fase 1 autorizados pela Anvisa, a polilaminina é preparada a partir da proteína laminina e aplicada por injeção uma única vez diretamente na área lesionada da medula espinhal, pela equipe médica especializada.
A substância forma no local da lesão uma espécie de “andaime biológico”, que serve de apoio para os nervos se reconectarem de forma organizada, ajudando na recuperação dos movimentos.
Nesta fase inicial da pesquisa, o objetivo principal é avaliar a segurança da aplicação em pessoas com lesões recentes da medula espinhal, ocorridas há menos de 72 horas e que necessitam de cirurgia na coluna.
Os resultados dessa etapa irão indicar se a polilaminina é segura e se pode avançar para estudos maiores, que avaliarão sua eficácia na regeneração dos nervos e na recuperação motora.
Onde encontrar
Atualmente, a polilaminina só é utilizada em pesquisas clínicas autorizadas e não está disponível para compra, pois ainda não recebeu aprovação da Anvisa para comercialização ou uso fora dos estudos.