A palpitação é a percepção de que o coração está batendo rápido, forte, “pulando” ou de forma irregular. Ela pode durar poucos segundos, vários minutos ou mais tempo, e nem sempre indica uma doença grave, mas também não deve ser ignorada quando se repete ou muda o padrão habitual.
O coração disparando pode aparecer após estresse, ansiedade, esforço físico, cafeína, álcool, falta de sono ou uso de alguns medicamentos. Ainda assim, quando vem com tontura importante, dor no peito, falta de ar ou desmaio, precisa de avaliação rápida.
O que é palpitação
Segundo a American Heart Association, palpitações são percebidas como batidas aceleradas, fortes, tremidas ou “saltadas”, podendo ser sentidas no peito, no pescoço ou na garganta.
Elas são um sintoma, não um diagnóstico. Por isso, a investigação considera duração, frequência, gatilhos, histórico de saúde e presença de sinais associados.
Possíveis gatilhos do coração disparado

Algumas palpitações são benignas e aparecem em situações pontuais. Outras podem estar relacionadas a arritmias, alterações hormonais, anemia, desidratação ou desequilíbrios de minerais no sangue.
- Cafeína, energéticos ou excesso de álcool;
- Estresse, ansiedade ou crise de pânico;
- Exercício intenso ou falta de sono;
- Febre, desidratação ou anemia;
- Remédios descongestionantes, estimulantes ou alguns inaladores.
O que anotar antes da consulta
Registrar os episódios ajuda o médico a entender se a palpitação parece ligada a um gatilho simples ou se pode exigir exames, como eletrocardiograma ou monitorização do ritmo cardíaco.
- Horário em que começou e quanto tempo durou;
- Se as batidas eram rápidas, fortes ou irregulares;
- O que estava fazendo antes do episódio;
- Uso de café, álcool, energéticos ou medicamentos;
- Presença de dor no peito, falta de ar, tontura ou desmaio.
O que diz um estudo científico
A avaliação da palpitação costuma exigir atenção aos detalhes, porque o sintoma pode ir embora antes da consulta. Por isso, a história clínica e o registro do ritmo cardíaco durante ou próximo do episódio são partes importantes da investigação.
Segundo a revisão científica Evidence-Based Approach to Palpitations, publicada na revista Medical Clinics of North America, pessoas com palpitações devem passar por história clínica detalhada, exame físico e eletrocardiograma, com monitorização ambulatorial quando houver suspeita de causa cardíaca intermitente.

Quando procurar atendimento rápido
Procure atendimento rápido se a palpitação vier acompanhada de dor ou pressão no peito, falta de ar, desmaio, quase desmaio, tontura intensa, suor frio, fraqueza importante ou confusão.
Também é indicado marcar avaliação se os episódios duram vários minutos, acordam a pessoa à noite, estão ficando mais frequentes ou ocorrem em quem já tem doença cardíaca. Para entender outras causas, veja o conteúdo do Tua Saúde sobre palpitações.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









