Uma ferida no pé que demora a fechar, principalmente quando vem junto com dormência, formigamento ou perda de sensibilidade, pode indicar risco de pé diabético e precisa de atenção rápida em pessoas com diabetes.
Por que o diabetes afeta os pés
Com o tempo, o diabetes pode prejudicar nervos e vasos sanguíneos. Isso reduz a sensibilidade e dificulta a circulação, fazendo com que cortes, bolhas, calos ou machucados passem despercebidos e cicatrizem com mais dificuldade.
Segundo o CDC, danos nos nervos e má circulação aumentam o risco de úlceras nos pés, que podem infeccionar e não cicatrizar bem.

Sinais que merecem atenção
Observar os pés todos os dias ajuda a perceber alterações cedo, antes que uma lesão pequena piore. Fique atento a:
- Ferida no pé que não melhora ou demora a fechar;
- Dormência, formigamento, queimação ou perda de sensibilidade;
- Vermelhidão, calor, secreção ou mau cheiro;
- Mudança de cor nos dedos ou na pele do pé;
- Inchaço novo ou aumento rápido do volume.
Mesmo lesões pequenas podem evoluir mal quando há neuropatia, circulação reduzida ou glicose fora da meta. Por isso, não é indicado esperar vários dias para ver se a ferida fecha sozinha.
O que diz o estudo científico
A relação entre neuropatia, circulação e úlceras foi descrita no estudo prospectivo Magnitude of foot problems in diabetes in the developing world: a study of 1044 patients, publicado na revista Diabetic Medicine. A pesquisa avaliou pessoas com diabetes e observou alta frequência de neuropatia periférica e doença vascular periférica.
O estudo também apontou que esses fatores, junto com práticas inadequadas de cuidado com os pés, aumentam a predisposição a problemas como úlceras. Isso reforça que o pé diabético deve ser prevenido e investigado cedo, especialmente quando há dormência ou ferida aberta.
Cuidados diários que ajudam
Enquanto busca orientação, alguns cuidados reduzem o risco de piora e ajudam a identificar mudanças importantes:
- Examinar sola, dedos e entre os dedos todos os dias;
- Evitar andar descalço, mesmo dentro de casa;
- Usar calçados confortáveis e verificar se há objetos dentro deles;
- Manter os pés limpos e secos, sem esfregar feridas;
- Não cortar calos, furar bolhas ou usar produtos ácidos por conta própria.
Também vale conhecer melhor o pé diabético, já que o tratamento depende da presença de infecção, profundidade da ferida, circulação e controle da glicose.

Quando procurar avaliação rápida
Procure atendimento se houver ferida, vermelhidão, secreção, mau cheiro, mudança de cor, aumento do inchaço, dor nova ou perda de sensibilidade. Esses sinais podem indicar infecção ou piora da circulação.
A avaliação deve ser imediata se a pele ficar preta ou arroxeada, se houver febre, calafrios, piora rápida da ferida ou dificuldade para apoiar o pé. Cuidar cedo ajuda a proteger a cicatrização, reduzir complicações e preservar a mobilidade.
Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico.









