A pneumonectomia é uma cirurgia complexa que consiste na retirada total de um dos pulmões, geralmente indicada em casos graves de câncer, infecções avançadas e doenças que comprometem todo o órgão. Apesar de impactar a capacidade respiratória, o organismo é capaz de se adaptar à nova condição, permitindo que muitas pessoas retomem a rotina com qualidade de vida. Entender como funciona o procedimento, os sintomas após a cirurgia e as opções de tratamento ajuda o paciente e a família a enfrentar essa etapa com mais segurança e informação.
O que é a pneumonectomia?
A pneumonectomia, também chamada de pneumectomia, é o procedimento cirúrgico em que um pulmão inteiro é removido junto com os brônquios, artérias e veias que o irrigam. É considerada uma cirurgia de exceção, indicada apenas quando técnicas menos invasivas, como a lobectomia, não são suficientes para tratar a doença.
O procedimento pode ser realizado por toracotomia convencional, com uma incisão lateral no tórax, ou por técnicas minimamente invasivas, como videotoracoscopia e cirurgia robótica. A escolha depende do estado clínico do paciente, da extensão da lesão e da experiência da equipe de cirurgia torácica.

Quais são as principais indicações?
A retirada total do pulmão é reservada para situações em que o órgão está comprometido de forma significativa e o tratamento clínico não apresenta resultado satisfatório. A decisão envolve avaliação detalhada da função pulmonar, idade e condições gerais do paciente.
As indicações mais comuns incluem:

Em quadros oncológicos, a cirurgia costuma ser parte de um plano mais amplo de tratamento do câncer de pulmão, que pode incluir quimioterapia e radioterapia.
Quais são os sintomas após a cirurgia?
No pós-operatório, o organismo passa por um processo de adaptação para suprir as funções respiratórias com apenas um pulmão. Os sintomas variam conforme o estado clínico prévio e o tipo de doença que motivou a cirurgia.
Os mais frequentes envolvem falta de ar aos esforços, dor torácica, fadiga, tosse persistente e, em alguns casos, alterações na voz. O acompanhamento próximo evita complicações como infecções, acúmulo de líquido na cavidade torácica e arritmias cardíacas. A fisioterapia respiratória é fundamental nessa fase para recuperar a capacidade pulmonar.
Como um estudo científico avalia a qualidade de vida após a cirurgia?
O impacto da retirada do pulmão sobre o bem-estar do paciente foi investigado em uma pesquisa brasileira que acompanhou indivíduos submetidos à ressecção pulmonar por câncer, comparando indicadores antes e depois do procedimento.
De acordo com o estudo Avaliação da qualidade de vida em pacientes submetidos a ressecção pulmonar por neoplasia, publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia, houve piora da qualidade de vida nos aspectos físicos e funcionais nos primeiros 30 dias do pós-operatório, com melhora progressiva nos meses seguintes, especialmente entre pacientes com melhor capacidade vital forçada e desempenho no teste de caminhada. Os resultados reforçam a importância da reabilitação pulmonar precoce.
Quais são os tratamentos e cuidados na recuperação?
A recuperação envolve uma abordagem multidisciplinar que combina controle da dor, suporte nutricional, fisioterapia respiratória e, em alguns casos, oxigenoterapia. O retorno gradual às atividades costuma ocorrer entre semanas e meses, conforme a evolução clínica.
O paciente também precisa adotar mudanças no estilo de vida, como cessar o tabagismo, manter alimentação saudável, praticar atividade física orientada e evitar exposição a poluentes. O suporte emocional e psicológico contribui para a adaptação à nova condição respiratória, sobretudo quando há tratamento oncológico associado.
O conteúdo deste artigo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Consulte sempre um médico para diagnóstico, orientações e tratamento adequados às suas condições individuais.









