Nem todo magnésio age da mesma forma no organismo. Para quem enfrenta cansaço mental, dificuldade de concentração e estresse no dia a dia, escolher a versão certa desse mineral pode fazer toda a diferença nos resultados. O magnésio dimalato e o magnésio treonato são as duas formas mais procuradas para essas queixas, mas cada uma atua em um sistema diferente do corpo. Entender como funcionam ajuda a evitar compras erradas e a direcionar a suplementação para o objetivo correto.
Magnésio dimalato e sua ação na produção de energia
O magnésio dimalato é a combinação do mineral com o ácido málico, uma substância encontrada naturalmente em frutas como a maçã. O ácido málico participa diretamente do ciclo de produção de energia dentro das células, o que faz dessa forma uma aliada para quem sente fadiga física, cansaço crônico e dores musculares. Ele é bastante indicado para pessoas com rotinas intensas, praticantes de atividade física e pacientes com fibromialgia.
No entanto, embora o dimalato aumente os níveis de magnésio no sangue e contribua para o relaxamento muscular, ele não atravessa a barreira hematoencefálica com a mesma eficiência de outras formas. Isso significa que sua ação direta sobre o cérebro e os processos cognitivos é limitada.

Magnésio treonato e a capacidade de agir diretamente no cérebro
O magnésio treonato é formado pela ligação do mineral com o ácido treônico, um derivado da vitamina C. O grande diferencial dessa forma é justamente a capacidade de atravessar a barreira que protege o sistema nervoso central, alcançando os neurônios de maneira mais eficaz. Ao elevar os níveis de magnésio no cérebro, o treonato favorece a plasticidade sináptica, que é a capacidade das células nervosas de formar e fortalecer conexões entre si.
Na prática, isso se traduz em melhora da memória, do raciocínio e da clareza mental. Além disso, o treonato ajuda a regular neurotransmissores como o GABA, que reduz a hiperatividade cerebral e promove o relaxamento. Por isso, é a forma mais indicada para quem busca combater a névoa mental, a ansiedade e o estresse relacionado a sobrecarga cognitiva.
Ensaio clínico confirma benefícios do magnésio treonato para a cognição
Os benefícios do magnésio treonato sobre a função cerebral contam com respaldo de estudos clínicos controlados. Segundo o ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo “A Magtein, Magnesium L-Threonate, -Based Formula Improves Brain Cognitive Functions in Healthy Chinese Adults”, publicado na revista Nutrients em 2022, participantes que receberam uma fórmula à base de magnésio L-treonato durante 30 dias apresentaram melhoras significativas em todas as cinco subcategorias do teste clínico de memória em comparação ao grupo placebo. O estudo envolveu 109 adultos saudáveis entre 18 e 65 anos e observou que os benefícios foram ainda mais expressivos nos participantes mais velhos. Você pode acessar o estudo completo neste link do PubMed Central.
Qual escolher de acordo com o seu objetivo
A decisão entre dimalato e treonato depende do tipo de cansaço que você enfrenta. Veja como diferenciar:
- Fadiga física, dores musculares e falta de disposição corporal apontam para o magnésio dimalato, que atua na produção de energia celular
- Névoa mental, esquecimentos, estresse e dificuldade de concentração indicam o magnésio treonato, que age diretamente no sistema nervoso central
- Cansaço generalizado com componentes físicos e mentais pode se beneficiar da combinação das duas formas, sempre com orientação profissional
- Ansiedade e dificuldade para dormir são queixas que também respondem bem ao treonato, por sua ação sobre o GABA e a melatonina
Para entender melhor as diferenças entre os tipos de magnésio e suas indicações, confira o conteúdo completo sobre tipos de magnésio no Tua Saúde.

Suplementar sem orientação pode não trazer o resultado esperado
A escolha da forma, da dose e do horário de uso do magnésio influencia diretamente nos resultados. Pessoas com doenças renais, que usam medicamentos controlados ou que já fazem outras suplementações devem procurar um médico ou nutricionista antes de iniciar o uso. A automedicação, mesmo com suplementos considerados seguros, pode mascarar problemas que precisam de investigação ou gerar interações indesejadas com outros tratamentos em andamento.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Em caso de dúvidas ou sintomas persistentes, procure orientação de um profissional de saúde qualificado.









