Gravidez Molar pode causar Câncer

A gravidez molar pode trazer graves complicações para a saúde da mulher, porque pode dar origem ao câncer, chamado de neoplasia trofoblástica gestacional, caso o aborto clínico ou a curetagem não sejam capazes de eliminar completamente os restos 'fetais'.

Há suspeita de câncer trofoblástico gestacional quando existem sintomas como útero aumentado, sangramento vaginal e cistos nos ovários, podem. No entanto, praticamente metade das mulheres afetadas não apresentam nenhum sintoma. O diagnóstico desse tipo de câncer geralmente é feito através do Beta HCG altos ou pelo aparecimento de metástase, mais comuns no pulmão ou na região genital. 

Gravidez Molar pode causar Câncer

A gravidez molar, gravidez em mola ou mola hidatiforme, é uma condição rara onde durante a fecundação há um erro genético e o feto não recebe os pares de cromossomos vindos da mãe, somente do pai, fazendo com que o feto tenha apenas um emaranhado de células ou há graves alterações na placenta que não permitem a correta oxigenação e nutrição do feto.

Em caso de gravidez molar, inicialmente a mulher apresenta os sinais clássicos de uma gravidez, mas há suspeita da gravidez molar ao observar uma concentração de Beta HCG muito superior a esperada para a idade gestacional e pode ocorrer sangramento entre a 6ª e 16ª semana de gestação. Seu diagnóstico é feito através do Beta HCG e da ultrassonografia.

Saiba mais detalhes da gravidez em mola.

Como tratar a gravidez molar

Por volta das 6 ou 8 semanas de gestação deverá acontecer um aborto espontâneo, pois o desenvolvimento do embrião não é possível. Caso a gravidez molar tenha sido descoberta antes do aborto espontâneo é necessário provocar o aborto com o uso de medicamentos abortivos indicados pelo ginecologista ou obstetra, ou então deve-se realizar a aspiração uterina, para garantir que o útero fique devidamente limpo.

A aspiração uterina é mais indica que a curetagem porque algumas mulheres mesmo após a curetagem podem permanecer com células do embrião dentro do útero e estas podem vir a tornar-se num tumor maligno dependendo de cada caso. Caso ela seja diagnosticada com um tumor maligno o tratamento deverá ser realizado à base de quimioterapia e/ou cirurgia para remoção do útero ou das trompas se estas também forem afetadas.

Após o tratamento inicial a mulher deve ser acompanhada durante 1 ano realizando o exame para avaliar o Beta HCG porque se restarem mesmo que minúsculos vestígios da mola dentro do útero, haverá aumento desse hormônio, o que significa que é preciso realizar uma nova curetagem para limpar completamente o útero. 

Quando pode voltar a engravidar?

Após a retirada da mola do útero e mulher deve ser acompanhada por 1 ano e somente após esse período é que o obstetra poderá indicar que as tentativas de gravidez podem ser retomadas. Alguns médicos acham mais seguro só voltar a tentar engravidar após 6 meses após o seu nível de hCG ter retornado ao normal.

Durante esse período a mulher poderá usar camisinha, implante ou pílula anticoncepcional, por exemplo.

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