O que é a síndrome de Fournier e como surge

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A síndrome de Fournier é uma doença rara, provocada por um infecção bacteriana, que afeta a região genital e provoca a morte das células, levando ao surgimento de sintomas semelhantes aos da gangrena, como:

  • Pele da região íntima vermelha que depois evolui para escurecida;
  • Dor intensa e constante;
  • Cheiro fétido e inchaço da região;
  • Febre acima de 38ºC;
  • Cansaço excessivo.
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Geralmente, a síndrome de Fournier é mais comum em homens do que mulheres, sendo que crianças e idosos são os mais afetados devido ao enfraquecimento do sistema imune. 

A síndrome de Fournier tem cura e não é contagiosa, mas o seu tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível pois a quantidade de células mortas vai aumentando ao longo do tempo, podendo colocar em risco a vida.

O que é a síndrome de Fournier e como surge

Como é feito o tratamento

O tratamento normalmente é iniciado com cirurgia para remover toda a pele e células mortas, evitando o desenvolvimento da doença. Além disso, um pedaço é enviado para o laboratório de forma a confirmar a presença da bactéria E. Coli, que é a responsável por este problema.

Depois, dependendo do grau de desenvolvimento da gangrena, o médico pode ainda recomendar o uso de antibióticos orais ou diretamente na veia, como Vancomicina ou Ampicilina, para evitar que a doença volte a surgir.

Nos casos mais graves, pode ser necessário remover muita pele e tecidos afetados e, por isso, o paciente pode ficar internado desde alguns dias até vários até que a pele e todos os tecidos afetados voltem a crescer. 

Por se tratar de uma doença mutiladora, alguns pacientes podem ainda necessitar fazer novas cirurgias para reconstruir a região íntima, assim como fazer tratamento psicológico para suporte e esclarecimento de dúvidas.

Veja mais sobre como é feito o tratamento desta doença.

O que pode causar a síndrome

As causas da síndrome de Fournier ainda não são conhecidas, mas a doença está relaciona com o desenvolvimento de bactérias E. Coli e outros microorganismos nos tecidos da região íntima, que surgem devido:

  • Falta de higiene;
  • Pregas na pele, que acumulam bactérias;
  • Diabetes mellitus;
  • Obesidade mórbida;
  • Baixa vascularização e trombose nos vasos sanguíneos da região;
  • Pancadas com formação de hematomas;
  • Pequenas infecções.

Outros fatores de risco incluem doenças malignas, cirrose, alcoolismo e uso abusivo de drogas. Além disso, a utilização excessiva de antibióticos contribui para o aumento de casos da doença.

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