Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.

Úlcera de buruli: o que é, sintomas e tratamento

A úlcera de Buruli é uma doença de pele causada pela bactéria Mycobacterium ulcerans, que leva à morte das células da pele e dos tecidos em volta, podendo também acometer o osso, resultando no aparecimento de feridas que crescem lentamente sem causar dor. 

Embora não seja conhecida a forma de transmissão desta doença, as principais possibilidades são que seja transmitida pela ingestão de água contaminada ou pela picada de alguns mosquitos ou insetos.

É importante que a úlcera de buruli seja tratado de acordo com a orientação do médico, com antibióticos, pois assim é possível prevenir que continue se desenvolvendo e cause complicações, como deformações e infecção generalizada.

Úlcera de buruli: o que é, sintomas e tratamento

Sintomas da úlcera de buruli

A úlcera tem início com um nódulo indolor que lentamente progride para a úlcera e geralmente surge nos braços e nas pernas. Outros sintomas que podem estar presentes são:

  • Inchaço na pele;
  • Ferida que cresce lentamente sem provocar dor;
  • Pele com coloração mais escura, especialmente em volta da ferida;
  • Inchaço do braço ou perna, se a ferida surgir nos membros.

É importante que o clínico geral, dermatologista ou infectologista seja consultado assim que surgirem os primeiros sintomas de úlcera de buruli, pois assim é possível que o tratamento seja iniciado logo em seguida para evitar o desenvolvimento de complicações, como deformidades, infecções bacterianas secundárias e ósseas, por exemplo.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico da úlcera de buruli é feito pelo dermatologista, clínico geral ou infectologista a partir da observação dos sintomas e avaliação do histórico da pessoa, principalmente quando se vive em regiões em que existe um elevado número de casos.

Além disso, é normalmente indicada a realização de uma biópsia do tecido afetado para identificar a presença da bactéria Mycobacterium ulcerans e a realização de cultura da ferida para verificar se há infecções secundárias, além de também ser útil para confirmação do diagnóstico.

Como é feito o tratamento

Na maior parte dos casos, a infecção é identificada quando está pouco evoluída e afeta uma área inferior a 5 cm. Nesses casos, o tratamento é feito apenas com o uso de antibióticos, como Rifampicina associada a Estreptomicina, Claritromicina ou Moxifloxacino, durante 8 semanas.

Já nos casos em que a bactéria afeta uma região mais extensa, o médico pode precisar fazer cirurgia para remover todo o tecido afetado e até corrigir deformações, além de fazer o tratamento com os antibióticos. Nestes casos, também pode ser necessário auxílio de um enfermeiro para tratar a ferida da maneira adequada, acelerando, assim, a cicatrização.

Esta informação foi útil?

Sua opinião é importante! Escreva aqui como podemos melhorar o nosso texto:

Ficou alguma dúvida? Clique aqui para ser respondido.
Verifique o email de confirmação que lhe enviamos.

Bibliografia

  • ORGANIZAÇÃO PAN AMERICANA DE SAÚDE. Reconhecimento de doenças tropicais negligenciadas pelas alterações cutâneas. Disponível em: <https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/49699/97892757205301_por.pdf?ua=1>. Acesso em 29 Mar 2021
Mais sobre este assunto:

Carregando
...
Enviar Mensagem