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Tratamento para Síndrome de HELLP

O melhor tratamento para a Síndrome HELLP consiste em provocar o parto precoce quando o bebê já apresenta pulmões bem desenvolvidos, normalmente após as 34 semanas, ou acelerar o seu desenvolvimento para que o parto seja adiantado, nos casos de idade gestacional inferior a 34 semanas.

Normalmente, os sintomas da síndrome de HELLP melhoram 2 a 3 dias após o parto, mas caso o bebê não esteja suficientemente desenvolvido, o obstetra pode recomendar o internamento hospitalar para manter uma vigilância e avaliação constante da saúde da grávida e do bebê, controlando os sintomas com medicação diretamente na veia, até ao momento em que é possível fazer o parto.

Por ser uma situação de emergência, a síndrome de HELLP deve ser avaliada o mais rápido possível no hospital, assim que surgem os primeiros sinais de suspeita como dor de cabeça intensa, alterações da visão e mal-estar geral. Veja quais são todos os sintomas comuns desta complicação.

Tratamento para Síndrome de HELLP

1. Grávidas com mais de 34 semanas

A partir desta idade gestacional, o bebê, geralmente, já se encontra suficientemente desenvolvido para provocar o parto e permitir que continue se desenvolvendo fora do útero com segurança. Dessa forma, nestes casos, a síndrome de HELLP normalmente é tratada com um parto precoce.

Embora os sintomas melhorem logo nos primeiros 2 ou 3 dias após o parto, a grávida e o bebê poderão necessitar ficar mais tempo no hospital sob observação para garantir que não existe qualquer complicação.

Caso o bebê tenha nascido antes das 37 semanas, é comum que fique internado numa incubadora do hospital até que os seus pulmões e os outros órgãos estejam devidamente desenvolvidos.

2. Grávidas com menos de 34 semanas

Já quando a grávida tem menos de 34 semanas, ou quando o bebê ainda não possui desenvolvimento pulmonar suficiente para se fazer o parto, o médico normalmente recomenda o internamento hospitalar para fazer uma avaliação constante da grávida e iniciar o tratamento com:

  • Repouso absoluto na cama;
  • Transfusões de sangue, para tratar a anemia provocada pela síndrome;
  • Remédios para pressão alta, receitados pelo obstetra;
  • Ingestão de sulfato de magnésio, para evitar convulsões devido à pressão alta.

No entanto, quando os sintomas da Síndrome HELLP pioram ou a idade gestacional é inferior a 24 semanas, o obstetra pode recomendar um aborto para evitar complicações graves na gestante, como insuficiência renal aguda ou edema agudo do pulmão, que podem colocar a vida em risco.

Terapia com corticoides para estimular o bebê

Além destes cuidados no internamento, o obstetra pode ainda aconselhar fazer uma terapia com corticoides para estimular o desenvolvimento dos pulmões do bebê e permitir que o parto aconteça mais cedo. Este tratamento é feito com a administração de um corticoide, geralmente dexametasona, diretamente na veia.

Embora tenha muito sucesso em vários casos, esta terapia é bastante controversa e, por isso, caso não esteja apresentando resultados, poderá ser abandonada pelo médico.

Sinais de melhora da Síndrome HELLP

Os sinais de melhora da Síndrome HELLP são a estabilização da pressão arterial para valores semelhantes aos que a mulher tinha antes de engravidar, assim como diminuição das dores de cabeça e dos vômitos.

No pós-parto da Síndrome HELLP a grávida irá sentir melhoras em cerca de 2 a 3 dias, mas deverá continuar a ser avaliada pelo obstetra ou pelo clínico geral, pelo menos 1 vez por semana, durante o primeiro mês.

Sinais de piora da Síndrome HELLP

Os sinais de piora da Síndrome HELLP surgem quando o tratamento não é iniciado a tempo ou quando o organismo da grávida não é capaz de suportar o aumento da pressão arterial e incluem dificuldade para respirar, hemorragias e diminuição da quantidade de urina.


Bibliografia

  • MEDSCAPE. HELLP Syndrome Treatment & Management. Link: <emedicine.medscape.com>. Acesso em 10 Abr 2019
  • AMERICAN PREGNANCY ASSOCIATION. HELLP Syndrome. Link: <americanpregnancy.org>. Acesso em 10 Abr 2019
  • CAMPOS, A. et al. HELLP Syndrome a severe form of preeclampsia: A comparative study of clinical and laboratorial parameters. American Journal of Experimental and Clinical Research. Vol.3. 170-174, 2016
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