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Como é feito o tratamento da Difteria

O tratamento para difteria deve ser sempre orientado por um médico, que normalmente é o pediatra, já que é uma infecção mais comum nas crianças. No entanto, o tratamento geralmente é iniciado com uma injeção da antitoxina diftérica, que é uma substância capaz de reduzir o efeito das toxinas liberadas pela bactéria da difteria no corpo, melhorando rapidamente os sintomas e facilitando a recuperação.

Porém, o tratamento deve ainda ser complementado com:

  • Antibióticos, geralmente Eritromicina ou Penicilina: que podem ser administrados na forma de comprimidos ou como injeção, por até 14 dias;
  • Máscara de oxigênio: é usada quando a respiração é afetada pela inflamação da garganta, para aumentar as quantidade de oxigênio no organismo;
  • Remédios para a febre, como Paracetamol: ajudam a diminuir a temperatura corporal, aliviando o desconforto e a dor de cabeça.
Como é feito o tratamento da Difteria

Além disso, é muito importante que a pessoa, ou a criança, com difteria fique de repouso por pelo menos 2 dias, para facilitar a recuperação, além de beber bastantes líquidos durante o dia para manter o corpo bem hidratado.

Quando existe um elevado risco de transmitir a doença para outras pessoas, ou quando os sintomas são muito fortes, o médico pode aconselhar fazer o tratamento em internamento no hospital, podendo até acontecer de se ficar internado em um quarto de isolamento, para evitar a transmissão da bactéria.

Quem tem risco de pegar a doença

A difteria é uma doença muito contagiosa e facilmente transmissível e, por isso, pessoas que estiveram perto da pessoa que está a fazer o tratamento durante os últimos 5 dias devem ficar atentos ao surgimento de sintomas, assim como informar o médico, já que pode ser recomendado fazer uma injeção de antitoxina diftérica, para tentar evitar a infecção.

Geralmente, após o início do uso do antibiótico a doença deixa de ser transmissível em 48 horas, já que a carga bacteriana é muito baixa e não passa para outras pessoas.

Confira quais os sintomas que podem indicar uma infecção por difteria.

Possíveis complicações

Por ser uma infecção relativamente grave, quando o tratamento não é iniciado a tempo ou quando é feito de forma errada, a difteria pode causar várias complicações para a saúde, como:

  • Infecção grave do músculo cardíaco;
  • Dificuldade grave para respirar;
  • Alterações da visão.

Em casos mais raros, pode ainda acontecer outras complicações como pneumonia, insuficiência renal e até problemas cerebrais.

Assim, sempre que surgirem os primeiros sintomas que levem a suspeita de difteria é muito importante ir no hospital, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento o mais rápido possível.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora normalmente surgem 24 a 48 horas após início do tratamento e incluem diminuição da febre, alivio da dor de garganta e melhora do estado geral.

Sinais de piora

Já os sinais de piora são mais frequentes quando o tratamento não é iniciado e, por isso, começam a surgem as primeiras complicações, que geralmente se manifestam com febre muito alta, acima de 39ºC, dificuldade para respirar, dor no peito, desmaio e alterações da visão, por exemplo.

Bibliografia >

  • WHO. Operational protocol for clinical management of Diphtheria. 2017. Disponível em: <https://www.who.int/health-cluster/resources/publications/WHO-operational-protocols-diphtheria.pdf?ua=1>. Acesso em 19 Jun 2019
  • CDC. Epidemiology and Prevention of Vaccine-Preventable Diseases. 13.ed. 2015. 107-117.
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