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Tratamento da toxoplasmose na gravidez

O tratamento da toxoplasmose na gravidez, uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que se encontra na carne crua ou mal passada, na terra contaminada com fezes de animais e nas fezes dos gatos, pode ser feito com remédios antibióticos da seguinte forma:

  • Espiramicina para as grávidas com suspeita de contaminação ou que foram infectadas na gestação, qualquer que seja a idade gestacional, para diminuir o risco de contaminar o bebê;
  • Sulfadiazina, Pirimetamina e Ácido Folínico, a partir das 18 semanas de gestação, se houver confirmação de que o bebê está infectado, que pode ser feita através de uma cordocentese, em que é retirada uma amostra de sangue do cordão umbilical. Se o bebê estiver infectado, a grávida deve tomar este coquetel de remédios durante 3 semanas seguidas, alternando com Espiramicina durante mais cerca de 3 semanas até ao final da gravidez, com exceção da Sulfadiazina, que só deve ser tomada até a 34ª semana de gestação.

Se a grávida que foi infectada na gestação estiver fazendo o tratamento com Espiramicina e for confirmado que o bebê não está contaminado, a gestante deve continuar a tomar Espiramicina até o final da gravidez.

O obstetra que acompanha a gravidez é quem deve indicar o tratamento adequado para a gestante.

As grávidas que já tiveram toxoplasmose antes da gestação já desenvolveram imunidade contra o parasita da doença, ou seja, não há risco de infectar o bebê, porém a toxoplasmose na gravidez pode ser transmitida para o bebê quando a gestante é infectada pela primeira vez durante a gestação, podendo provocar aborto espontâneo, morte do feto, retardo mental, epilepsia, lesões oculares que podem levar à cegueira no bebê, surdez ou lesões cerebrais.

Se o bebê for contaminado durante a gestação e desenvolver toxoplasmose congênita, pode nascer sem apresentar manifestações da doença, porém caso apresente ou não sintomas como lesões oculares ou lesões cerebrais, como referido, deve realizar o tratamento que é feito com Pirimetamina e Sulfadiazina, logo após o nascimento, durante cerca de 12 meses.

Efeitos colaterais do tratamento

Os efeitos colaterais do tratamento para toxoplasmose na gravidez incluem diarreia, vômitos, enjoos, cólicas abdominais, dor de garganta, dores musculares, dor de cabeça, erupções na pele, falta de apetite, insônia, aftas e anemia.

Para ajudar a tratar a diarreia, uma boa opção é o Yakult, pois este iogurte contém probióticos que ajudam a normalizar o intestino, assim como o Lactipan, um remédio que também ajuda a regular o intestino e a diminuir a diarreia, porém este último só deve ser utilizado sob orientação do obstetra. Além disso, a grávida deve aumentar a ingestão de água e beber água de coco, principalmente se também estiver com vômitos, para não desidratar.

Para ajudar a aliviar as dores de cabeça, a gestante pode colocar uma compressa de água fria na testa e, para as dores musculares, tomar um banho com água quente para relaxar os músculos. Para as aftas e as dores de garganta, uma ótima dica é fazer gargarejos com água morna e sal, pois o sal ajuda a cicatrizar as aftas e a aliviar a inflamação e a dor de garganta.

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