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Transplante de cabeça: como funciona e quando pode ser feito

O transplante de cabeça tem como objetivo permitir que pessoas que sofrem com doenças degenerativas, tenham acesso a um corpo saudável, melhorando, assim, sua qualidade de vida.

Até o momento, o transplante de cabeça humano ainda não for realizado, mas já existem várias pessoas que estão se candidatando ao transplante. No entanto, desde a década de 50 médicos e cientistas realizam transplante de cabeça em animais, como cachorros e macacos, porém os resultados não foram muito satisfatórios.

O principal risco do transplante de cabeça é o comprometimento da medula espinhal, uma vez que para realizar a cirurgia é necessário interromper a ligação entre a medula e a cabeça. Por isso, cientistas vêm estudando substâncias e formas de reconstituir essa ligação e impedir a perda dos movimentos nos pacientes transplantados.

Transplante de cabeça: como funciona e quando pode ser feito

Primeiros transplantes de cabeça

O primeiro transplante de cabeça foi realizado em um filhote de cachorro na década de 50 por um médico soviético. O médico criou um cachorro de duas cabeças, ou seja, transplantou a cabeça de um cachorro em outro completamente saudável. O cachorro de duas cabeças sobreviveu poucos dias após a cirurgia. Alguns anos depois, um médico americano resolveu transplantar a cabeça de um macaco, no entanto a sobrevida do animal após a cirurgia foi muito curta, cerca de um dia e meio após a operação o macaco veio à óbito.

Em 2015 um médico italiano disse ser possível realizar o transplante de cabeça em humanos, e que o primeiro transplante seria realizado no fim de 2017. O médico ainda afirmou que já havia realizado transplante de cabeça em cadáveres e que havia sido um sucesso, no entanto, por se tratarem de cadáveres não é possível avaliar as possíveis consequências do transplante de cabeça. Por isso, o neurocirurgião vêm recebendo várias críticas relacionadas à ética médica.

Como o transplante pode ser feito

O transplante de cabeça proposto pelo médico italiano conta com o apoio de médicos e cientistas chineses e, teoricamente, é feito com o objetivo de permitir que pessoas que possuem doenças degenerativas que causam atrofia muscular e impossibilitam o movimento, como a Síndrome de Werdnig-Hoffman, por exemplo, passem a possuir um corpo saudável, sem limitações de movimento. Saiba mais sobre a síndrome de Werdnig-Hoffman.

A cabeça é transplantada para o corpo de um doador que teve morte cerebral, mas que é saudável. Tanto a cabeça quanto a medula espinhal do corpo doado são congelados entre -10 e -15ºC para evitar a morte das células até que sejam religados por meio de determinada substância. Além disso, a pessoa deverá permanecer em coma induzido por 3 a 4 semanas, para evitar qualquer movimento, e fazer uso de medicamento imunossupressores para evitar qualquer tipo de rejeição e, assim, evitar o óbito. Após o coma induzido, a pessoa precisará de sessões de fisioterapia constantes para que possa reaprender os movimentos.

Segundo o neurocirurgião, o transplante teria o custo de milhões de dólares, necessitaria de uma equipe de mais ou menos 150 médicos e duraria em torno de 36 horas.

O transplante de cabeça humana ainda não foi de fato realizado, por isso, ainda é um procedimento teórico. No entanto, há várias pessoas que estão se candidatando ao transplante com o objetivo de melhorarem sua qualidade de vida.

Riscos do transplante de cabeça

O maior risco do transplante de cabeça, além do óbito, é a perda definitiva dos movimentos, já que para realizar a operação é necessário interromper a ligação entre a medula e o cérebro. Para evitar esse risco, cientistas descobriram uma substância que é capaz de atuar como uma cola, o polietilenoglicol ou PEG, sendo, assim, capaz de ligar o cérebro à medula espinhal.

O PEG já foi utilizado em experimentos com cachorros, macacos e ratos que tiveram a medula espinhal comprometida. Esses animais foram tratados com o PEG e após 1 ano já conseguiam andar normalmente. No entanto, o PEG ainda não foi utilizado com essa finalidade em humanos, e, por isso, não se sabe se essa substância é capaz de regenerar, de fato, a ligação entre a medula espinhal e o cérebro, o que será observado quando o transplante de cabeça for realizado.

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