Ative as notificações para não perder as publicações de saúde e bem estar mais interessantes.
O que você precisa saber?

O que é a rubéola congênita e como tratar

A síndrome da rubéola congênita acontece em bebês cuja mãe teve contato com o vírus da rubéola durante a gestação e que não foi tratada. O contato do bebê com o vírus da rubéola pode levar a várias consequências, principalmente no que diz respeito ao seu desenvolvimento, já que esse vírus é capaz de causar calcificações em algumas regiões no cérebro, além de surdez e problemas de visão, por exemplo.

O bebê com rubéola congênita deve ser submetido a tratamentos clínicos, cirurgias e fazer reabilitações ainda na infância para melhorar sua qualidade de vida. Além disso, como a doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de secreções respiratórias e da urina por até 1 ano, é indicado que seja mantido afastado de outras crianças que não tenham sido vacinadas e passe a frequentar a creche a partir do primeiro ano de vida ou quando os médicos indicarem que não há mais nenhum risco de transmissão da doença.

A melhor forma de prevenir a rubéola é por meio da vacinação, devendo a primeira dose ser administrada aos 12 meses de idade. No caso de mulheres que querem engravidar mas que não foram vacinadas contra a rubéola, a vacina pode ser tomada em dose única, no entanto deve-se esperar cerca de 1 mês para engravidar, já que a vacina é feita com o vírus atenuado. Saiba mais sobre a vacina contra a rubéola.

O que é a rubéola congênita e como tratar

Sinais de rubéola congênita

A rubéola congênita pode ser diagnóstica ainda durante a gestação ou após o nascimento a partir da observação de alguma características físicas e clínicas, já que o vírus da rubéola pode interferir no desenvolvimento do bebê. Assim, os sinais de rubéola congênita são:

  • Problemas auditivos, como a surdez, por exemplo, que pode ser identificado por meio do teste da orelhinha. Saiba como é feito o teste da orelhinha;
  • Problemas de visão, como catarata, glaucoma ou cegueira, que podem ser detectados por meio do exame do olhinho. Veja para que serve o teste do olhinho;
  • Meningoencefalite, que é a inflamação em várias áreas do cérebro;
  • Púrpuras, que são pequenas manchas vermelhas que aparecem na pele que não desaparecem quando pressionadas;
  • Alterações cardíacas, que podem ser identificadas por meio de ultrassom;
  • Trombocitopenia, que corresponde a diminuição da quantidade de plaquetas.

Além disso, o vírus da rubéola pode provocar alterações neuronais, levando ao retardo mental, e até mesmo à calcificação de algumas áreas do cérebro e microcefalia, cujas limitações podem ser mais graves. A criança também pode ser diagnosticada com outras alterações, como diabetes e autismo, até os 4 anos, sendo por isso necessário que seja acompanhada por vários médicos para que seja estabelecida a melhor forma de tratamento.

As maiores complicações e deformidades são observadas nas crianças cujas mães foram contaminadas no primeiro trimestre de gestação, mas mesmo que a gestante seja contaminada na fase final da gravidez, o vírus da rubéola pode entrar em contato com o bebê e levar a alterações no seu desenvolvimento.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da rubéola congênita é feito ainda durante a gravidez, por meio da dosagem de anticorpos contra a rubéola presentes no sangue da mãe ou por meio do isolamento do vírus no líquido amniótico, que é o líquido que protege o bebê.

A sorologia para a rubéola deve ser feita no primeiro trimestre de gestação, juntamente com outros exames essenciais, e pode ser repetido caso a gestante apresente sintomas de Rubéola ou esteve em contato com pessoas com a doença. Veja quais são os exames que a gestante precisa fazer.

Caso não tenha sido feito o diagnóstico da rubéola congênita ainda durante a gestação e a mãe teve infecção pelo vírus, é importante que o pediatra acompanhe a criança, observando possíveis atrasos no seu desenvolvimento.

Como tratar

O tratamento da rubéola congênita varia de uma criança para outra, já que os sintomas não são os mesmos para todos os bebês com rubéola congênita.

As complicações da rubéola congênita nem sempre possuem cura, mas o tratamento clínico, cirúrgico e a reabilitação devem ser iniciados o mais breve possível para que a criança possa se desenvolver melhor. Dessa forma, esses bebês devem ser acompanhados por uma equipe composta de pediatra, cardiologista, oftalmologista e neurologista, e devem realizar sessões de fisioterapia para melhorar seu desenvolvimento motor e cerebral, podendo muitas vezes precisar de auxílio para andar e se alimentar, por exemplo.

Para aliviar os sintomas o médico também pode indicar o uso de analgésicos, remédios para febre, anti-inflamatórios não esteroides e imunoglobulinas.

Gostou do que leu?   
Sim  /  Não

Se ficou com alguma dúvida ou encontrou algum erro escreva aqui para que possamos melhorar o texto.

Enviar Carregando elementos na página
Mais sobre este assunto:


Publicidade
Carregando
...