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Remédios para esclerose múltipla

Embora não haja cura para a esclerose múltipla, existem medicamentos que ajudam no tratamento, reduzindo a atividade inflamatória e os surtos ao longo do tempo, diminuindo assim os sintomas de incapacidade física característicos da doença.

Geralmente, o tratamento para a esclerose múltipla inclui:

  • Remédios que diminuem o risco da ocorrência de surtos, por reduzirem a atividade das células do sistema imunológico;
  • Remédios que tratam o surto agudo, que reduzem a inflamação aguda, como os corticoides;
  • Remédios usados na terapêutica sintomática, que servem para aliviar as manifestações da doença e melhorar a qualidade de vida.
Remédios para esclerose múltipla

Remédios que previnem a progressão da doença

Ao determinar o tratamento, o médico deve ter em consideração fatores como a eficácia e segurança do medicamento, perfil da pessoa e outros tratamentos que ela esteja a fazer, mas sobretudo a forma clínica da doença. 

1. Interferon beta

O interferon beta é um dos remédios imunomoduladores mais prescritos para tratar a esclerose múltipla, que reduzem a frequência e severidade dos surtos.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem reação no local da injeção, sintomas característicos da gripe, como febre, dor de cabeça, espirros e coriza e danos no fígado, por isso devem ser realizados testes de sangue, de forma a monitorar as enzimas do fígado.

Algumas pessoas que tomam este medicamento podem desenvolver anticorpos que podem reduzir a eficácia de outras drogas.

2. Ocrelizumab

O Ocrelizumab, com o nome comercial Ocrevus, é um anticorpo monoclonal recombinante humanizado, que atua modulando o sistema imune, mas ainda não se conhece ao certo o seu mecanismo de ação.

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ser causados por este remédio são reações no local de injeção, diminuição da pressão arterial, febre e náuseas. Além disso, também pode aumentar o risco de câncer, nomeadamente câncer de mama. Saiba mais sobre este medicamento.

3. Acetato de glatirâmero

O Acetato de glatirâmero é composto por um conjunto de polipéptidos sintéticos com capacidade de regular o sistema imunológico, ajudando a bloquear o ataque do sistema imune na mielina. 

Os efeitos colaterais mais comuns incluem irritação no local de injeção, infecção, ansiedade, depressão, dor de cabeça, sensação de mal estar, dor nas articulações e nas costas e sensação de fraqueza.

4. Fumarato de dimetilo

Este é um remédio que impede que o sistema imune danifique o cérebro e a medula espinhal, o que ajuda a retardar o agravamento da doença

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento são diarreia, náusea e diminuição do numero de glóbulos brancos no sangue.

5. Fingolimod

O Fingolimod é um remédio que ajuda a diminuir o número de recidivas, retardando os sintomas da doença. Este medicamento pode alterar a forma como o sistema imune funciona, impedindo as células que causam inflamação de chegarem ao cérebro, o que reduz os danos nos nervos causados pela esclerose múltipla.

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer com o uso deste medicamento são dor de cabeça, pressão alta, visão turva e redução dos batimentos cardíacos, por isso é importante monitorar o coração algumas horas após a primeira dose.

6. Teriflunomida

Estudos comprovam que a teriflunomida, comercialmente conhecida por Aubagio, reduz significativamente a ocorrência de surtos, o risco de progressão de incapacidade e a atividade inflamatória das lesões. Saiba mais sobre este medicamento.

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o tratamento são danos ao fígado e perda de cabelo. Este medicamento é prejudicial para o feto em desenvolvimento e por isso não deve ser usado por mulheres grávidas ou que desejam engravidar e nesse caso, também não deve ser usado pelo parceiro masculino.

7. Natalizumab

O Natalizumab, conhecido comercialmente por Tysabri, é um anticorpo monoclonal humanizado, que bloqueia o movimento de células imunes potencialmente prejudiciais da corrente sanguínea para o cérebro e medula espinhal.

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ser causados por este medicamento são dor de cabeça, cansaço, infecções, depressão e dor nas extremidades. Este medicamento aumenta o risco de uma infecção viral do cérebro chamada leucoencefalopatia multifocal progressiva em algumas pessoas.

8. Alemtuzumab

Este medicamento ajuda a reduzir o dano potencial nos nervos causado pelos glóbulos brancos, mas por outro lado, aumenta o risco de infecções e distúrbios autoimunes.

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer com o uso deste remédio são reações associadas à perfusão, infecções e distúrbios da tireoide.

9. Mitoxantrona

Comercialmente conhecido por Mitostate, este imunosupressor inibe a proliferação de linfócitos T e B, a produção de anticorpos pelas células B e a destruição da mielina mediada pelos macrófagos. Saiba para que serve e quais os efeitos colaterais da mitoxantrona.

Este medicamento pode ser prejudicial ao coração e está associado ao desenvolvimento de câncer no sangue e por isso o seu uso no tratamento da esclerose múltipla é extremamente limitado. A mitoxantrona é geralmente usada apenas para tratar a doença num estágio grave e avançado ou para pessoas que não responderam a outros tratamentos.

Na tabela abaixo estão listados todos os tipos de Esclerose múltipla e os medicamentos geralmente prescrito para cada um deles:

Síndrome clínica isoladaSurto-remissão (SR)SR grave em rápida evoluçãoSecundária progressiva com surtosProgressiva recidivante
Interferon betaInterferon betaNatalizumabInterferon betaMitoxantrona

Acetato de glatirâmero

Acetato de glatirâmero

FingolimodMitoxantrona 
TeriflunomidaTeriflunomidaAlemtuzumab (2ªlinha)  
 Fumarato de Dimetilo   
 Alemtuzumab   
 Natalizumab (2ªlinha)   
 Fingolimod (2ªlinha)   
 Alemtuzumab (2ªlinha)   

Remédios usados no tratamento de episódios agudos

Quando ocorre um surto de esclerose múltipla, devem-se administrar medicamentos que tenham ação no controle da inflamação aguda, como é o caso dos corticóides.

Os corticoides, como a prednisona oral e a metilprednisolona intravenosa, são prescritos para reduzir a inflamação nervosa. Os efeitos colaterais mais comuns destes medicamentos podem incluir insônia, aumento da pressão arterial, alterações de humor e retenção de líquidos. 

Remédios para esclerose múltipla

Remédios usados no tratamento sintomático

Para as pessoas que sofrem de esclerose múltipla, além do tratamento com medicamentos que retardam os sintomas da doença, deve-se promover um estilo de vida saudável através de uma dieta adaptada, atividade física regular, quando tolerada, fisioterapia, correção da deficiência em vitamina D e suplementação em ômega 3.

Assista o vídeo seguinte e veja como fazer os exercícios recomendados para a esclerosa multipla:

Além disso, é muito importante controlar os sintomas que vão surgindo através de uma terapêutica sintomática. Esses sintomas geralmente incluem contrações musculares, cansaço, fraqueza, dor, disfunção sexual, depressão e descontrole da bexiga e do intestino:

  • Falta de coordenação motora e tremores: clonazepam;
  • Aumento involuntário das contrações musculares: baclofeno, diazepam, tizanidina, dantroleno, cloridrato de ciclobenzaprina;
  • Fraqueza: aminopiridina, diaminopiridina, fampridina;
  • Dor: anticonvulsivantes, como carbamazepina, fenitoína, gabapentina, pregabalina, antidepressivos como amitriptilina, nortriptilina, desipramina, venlafaxina ou antiarrítmicos como a mexiletina;
  • Disfunção urinária: brometo de propantelina, oxibutinina, tartarato de tolterodina ou solifenacina;
  • Depressão: fluoxetina, sertralina, amitriptilina, nortriptilina, desipramina, venlafaxina;
  • Cansaço: amantadina, metilfenidato, modafinila;
  • Problemas cognitivos: cloridrato de donepezila;
  • Disfunção sexual: sildenafila, tadalafila, vardenafila.

O tratamento para a esclerose múltipla deve ser estabelecida pelo médico e a pessoa deve ser monitorada com frequência de forma a adaptar os medicamentos conforme a evolução da doença. É importante que a pessoa nunca se automedique, mesmo que ocorra algum dos sintomas acima citados.

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