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Como identificar e tratar a pré-eclâmpsia

A pré-eclâmpsia é uma síndrome que causa uma redução da circulação de sangue no organismo da mulher grávida, devido a um espasmo nos vasos sanguíneos e ativação do sistema de coagulação, levando a sinais e sintomas como pressão alta, inchaço generalizado, presença de proteínas na urina, dor de cabeça, visão turva ou anormalidades nos exames laboratoriais, como diminuição das plaquetas e elevação das enzimas hepáticas. 

Geralmente, ela ocorre após a 20ª semana de gravidez, em cerca de 7 a cada 100 mulheres grávidas, sendo mais comum na primeira gestação ou na mulher que já tinha uma hipertensão arterial anterior, e pode se desenvolver de forma leve ou grave, o que varia de acordo com os sintomas e alterações nos exames que cada mulher desenvolve. 

O tratamento da pré-eclâmpsia varia de acordo coma sua gravidade e com o tempo de gestão, e envolve o repouso, avaliações constantes do estado do bebê, e, se necessário, uso de medicamentos anti-hipertensivos e antecipação do parto. 

Como identificar e tratar a pré-eclâmpsia

Como identificar

Para identificar e diagnosticar a pré-eclâmpsia, é considerado:

  • Pré-eclâmpsia leve: acontece quando a pressão arterial se eleva acima de 140 x 90 mmHg, na gestante com 20 ou mais semanas de gestação, e é acompanhada por aumento na quantidade de proteínas na urina, com valor acima de 300 mg em 24 horas, o que pode ser indicado pela presença de uma urina espumosa;
  • Pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica: quando a gestante já tinha uma hipertensão arterial prévia, o que é muito comum, e o diagnóstico é confirmado se houver aumento de 30 mmHg da pressão arterial máxima ou de 15mmHg da pressão arterial mínima, acompanhado de aumento da proteína urinária ou inchaço generalizado;
  • Pré-eclâmpsia grave: acontece quando a pressão arterial passa a atingir valores iguais ou maiores que 160 x 100 mmHg e a quantidade de proteína na urina ultrapassa valores de 2 gramas por dia, acompanhadas por sinais e sintomas como diminuição do volume de urina diário, menor que 500 ml em 24 horas, dor abdominal, alterações visuais, aumento das enzimas do fígado e redução dos números de plaquetas no sangue.

Além disso, apesar da pré-eclâmpsia ser mais comum durante a gestação, ela pode surgir no período após o parto, principalmente nas mulheres que já têm algum risco, já que, durante o trabalho de parto, podem ser feitos medicamentos e soro na veia, além de haver risco de aumento da pressão.

A evolução da pré-eclâmpsia é muitas vezes imprevisível, podendo se tornar grave e causar risco de vida muito rapidamente, por isso, é importante fazer o pré-natal regularmente e procurar atendimento médico sempre que surgirem sintomas que indiquem esta doença. 

Entenda melhor quais são os principais sintomas de pré-eclâmpsia e como diferenciar entre leve e grave

Como é feito o tratamento

O tratamento da pré-eclâmpsia busca garantir a segurança da mãe e do bebê, e leva em consideração a gravidade da doença, o tempo de gestação e as condições clínicas observadas durante a avaliação do obstetra. Assim, as opções de tratamento incluem:

Como tratar a pré-eclâmpsia leve

Neste caso, costuma ser orientado:

  • Dieta regular, sem restrição de sal;
  • Repouso;
  • Medida da pressão arterial e quantidade de proteína na urina diariamente;
  • Reavaliação médica, pelo menos, 2 vezes por semana.

Se houver piora da doença no período, está indicada a internação hospitalar e avaliação quanto a antecipação do parto.

Como tratar a pré-eclâmpsia grave

A principal forma de tratamento, neste caso, é a antecipação do parto, do tipo cesárea, em caso de idade gestacional maior que 34 semanas.

Antes deste período, a observação pode ser feita se a mãe e o bebê tiverem um quadro clínico estável, sem piora, com um controle adequado da pressão arterial e se não houver alterações graves, como comprometimento das funções do fígado, rins, coração ou cérebro.  

Também pode ser recomendado o uso de anti-hipertensivos, como Hidralazina ou Metildopa, caso a pressão esteja muito alta e com difícil controle. 

Como identificar e tratar a pré-eclâmpsia

Possíveis complicações

Algumas das complicações que a pré-eclâmpsia pode causar são:

  • Eclâmpsia: é um quadro mais grave da pré-eclâmpsia, em que há episódios repetidos de convulsões, seguidos de coma, o que pode ser fatal se não for tratada imediatamente. Saiba como identificar e tratar e eclâmpsia;
  • Síndrome HELLP: outra complicação caracterizada por, além dos sintomas de eclâmpsia, a presença de destruição das células sanguíneas, com anemia, hemoglobinas abaixo de 10,5% e queda das plaquetas abaixo de 100.000/mm3, além da elevação das enzimas hepáticas, com TGO acima de 70U/L. Saiba mais detalhes sobre esta síndrome;
  • Sangramentos: acontecem devido à destruição e diminuição do número de plaquetas, e comprometimento da capacidade de coagulação;
  • Edema agudo de pulmão: situação em que há coleção de líquido nos pulmões;
  • Insuficiência do fígado e rins: que podem, até, se tornar irreversíveis;
  • Prematuridade do bebê: situação que, se for grave e sem o adequado desenvolvimento dos seus órgãos, pode deixar sequelas e comprometer as suas funções.

Estas complicações podem ser evitadas, caso a gestante faça um acompanhamento e pré-natal adequados durante esse importante período, já que a doença pode ser identificada no começo e o tratamento pode ser feito o mais rápido possível. 

A mulher que teve pré-eclâmpsia pode engravidar novamente, sendo importante que o pré-natal seja feito rigorosamente, conforme as orientações do obstetra. 

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