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Peixe zebra pode ajudar na criação de novos medicamentos

Dezembro 2019

Um grupo de cientistas ligado ao Laboratório Nacional de Nanotecnologia, localizado em Campinas no estado de São Paulo, realizou um estudo em que se utilizou pela primeira vez um pequeno peixe da espécie Danio rerio, conhecido popularmente como paulistinha ou peixe zebra, para testar um tipo de nanopartícula, que poderá ser aplicada no diagnóstico e tratamento de doenças, como o câncer, por exemplo. 

Os cientistas deste estudo introduziram a nanopartícula na água onde vive o peixe zebra e depois analisaram os resultados, observando de que forma essa substância afeta o funcionamento do organismo do peixe. Em seguida, observou-se que essas nanopartículas não são tóxicas, pois foram capazes de interagir dentro do corpo dos peixes sem causar nenhum dano, isto significa que essa substância é compatível com um organismo vivo e que no futuro pode ser aplicado em seres humanos.

Peixe zebra pode ajudar na criação de novos medicamentos

Como o estudo foi feito

Os cientistas responsáveis pelo estudo colocaram um tipo de nanopartícula, feita à base de óxido de ferro e outros elementos químicos, na água onde vive uma espécie de peixe, conhecido como peixe zebra, com características genéticas muito semelhantes às encontradas nos seres humanos. Esta espécie de peixe possui uma membrana transparente e tem o ciclo de reprodução curto o que facilitou a análise dos efeitos das nanopartículas magnéticas e fotoluminescentes, ou seja, que emitem uma radiação luminosa, no organismo destes animais.

Para analisar se a nanopartícula era tóxica aos peixes, os cientistas exploraram a biodistribuição desta substância, usando imagens de um tipo de raio X muito específico realizado no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e através do mapeamento químico das nanopartículas verificaram que não houveram danos ao peixe zebra. Desta forma, as nanopartículas não causam malformação, inchaço ou qualquer problema mostrando-se eficaz no organismo destes peixes, assim como poderá ser eficiente no organismo humano.

O que a pesquisa descobriu

Além de demonstrar que as nanopartículas não são tóxicas, os resultados da pesquisa revelaram que a absorção das nanopartículas ocorreu principalmente pela exposição oral, e não pela pele, o que pode ser um caminho promissor para a aplicação no futuro de nanopartículas de administração oral no ser humano, particularmente, nanopartículas com propriedades ópticas e magnéticas, capazes de serem usadas no diagnóstico, rastreamento, marcação e tratamento do câncer.

E ainda, estas substâncias também poderão ser usadas para uma variedade de situações, como por exemplo, para melhorar o meio ambiente, ajudando na separação de poluentes presentes no ar, reduzindo o número de casos de doenças respiratórias e alguns tipos de câncer.

Qual próximo passo

Os cientistas que fizeram este estudo esperam que as próximas pesquisas tenham resultados mais avançados, pois estão planejando utilizar instrumentos mais modernos para analisar os efeitos das nanopartículas nos peixes, por meio do uso do Sirius, um laboratório que capta a luz específica das nanopartículas. Com este laboratório novo, a expectativa é que os experimentos possam ser feitos em menos tempo, com maior qualidade e quantidade de respostas.

Bibliografia >

  • LABORATÓRIO NACIONAL DE LUZ SÍNCROTRON. Em busca do uso seguro de nanomateriais. Disponível em: <https://www.lnls.cnpem.br/em-busca-do-uso-seguro-de-nanomateriais/>. Acesso em 31 Dez 2019
  • KHAN, Latif U. et al. Fe3O4@SiO2 Nanoparticles Concurrently Coated with Chitosan and GdOF:Ce3+,Tb3+ Luminophore for Bioimaging: Toxicity Evaluation in the Zebrafish Model. ACS Appl. Nano Mater. Vol.2, n.6. 3414-3425, 2019
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