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O que é neuropatia autonômica

A neuropatia autonômica ocorre quando os nervos que controlam as funções involuntárias do corpo ficam danificadas, podendo afetar a pressão sanguínea, a regulação de temperatura, a digestão e a função da bexiga e sexual. Estes danos nos nervos interferem na comunicação entre o cérebro e outros órgãos, podendo acometer múltiplos sistemas, como cardiovascular, gastrintestinal, geniturinário, entre outros.

Na maior parte dos casos, a diabetes é a doença que está na origem da neuropatia autonômica, podendo raramente ser causada por outros fatores. O tratamento depende da causa da doença e geralmente consiste no alívio dos sintomas.

O que é neuropatia autonômica

Possíveis causas

A causa mais comum da neuropatia autonômica é a diabetes, quando não há um controlo adequado da glicose, o que pode causar, gradualmente, danos nos nervos.

Embora seja mais raro, a neuropatia autonômica pode ainda ser causada por:

  • Amiloidose, que afeta os órgãos e o sistema nervoso. Saiba como identificar a amiloidose;
  • Doenças auto-imunes, cujo sistema imunológico ataca o próprio corpo incluindo, neste caso, os nervos;
  • Medicamentos, principalmente aqueles utilizados em tratamentos de quimioterapia de câncer;
  • Doenças infecciosas, como botulismo, HIV ou doença de Lyme;

Além disso a neuropatia autonômica também pode ser desencadeada por algumas doenças hereditárias.

Quais os sinais e sintomas

A neuropatia autonômica pode envolver o sistema cardiovascular, digestivo, urogenital, sudoral e a motricidade pupilar.

Os sinais e sintomas que podem ocorrer em pessoas com neuropatia autonômica vão depender dos nervos que foram afetados e podem incluir tonturas e sensação de desmaio, provocada por uma queda da pressão arterial, incontinência urinária, dificuldade para esvaziar completamente a bexiga, dificuldade para manter uma ereção ou atingir o orgasmo, redução do desejo sexual, distúrbios gastrointestinais, como diarreia, sensação de enfartamento, náuseas e vômitos.

Além disso, em alguns casos, o corpo pode ter dificuldade para reconhecer uma hipoglicemia, para regular a temperatura, para adaptar o olho à claridade ou a lugares escuros e dificuldade a adaptar o ritmo cardíaco ao exercício físico.

A neuropatia autonômica pode comprometer significativamente a qualidade de vida do paciente diabético. Geralmente, esta doença surge em diabéticos que já têm esta doença há muito tempo.

Como prevenir

A neuropatia autonômica pode ser evitada com o controle adequado dos níveis de açúcar no sangue, evitando o consumo de álcool em excesso e o cigarro, realizando o tratamento adequado das doenças autoimunes, controlando a hipertensão e mantendo um estilo de vida saudável.

Como é feito o tratamento

O tratamento é essencialmente sintomático e deve ainda incidir na causa do problema, ou seja, no caso da diabetes, é necessário controlar também a doença.

1. Hipotensão ortostática e taquicardia em repouso

Devem-se evitar mudanças posturais bruscas, usar meias ou calças compressivas e elevar a cabeceira do leito cerca de 30 cm e em casos mais graves, pode ser necessário recorrer ao uso de um remédio para aumentar a pressão arterial, a fludrocortisona, e realizar uma dieta rica em sal e líquidos.

Caso a pessoa sofra de taquicardia em repouso, o médico pode receitar medicamentos para regular o coração, como os beta-bloqueadores.

2. Problemas gastrointestinais

Caso a pessoa sofra de problemas de digestão, náuseas e vômitos, o médico pode prescrever medicamentos que aliviam os sintomas, como metoclopramida, cisaprida e domperidona.

Em caso de diarreia, o médico pode receitar loperamida e caso a pessoa sofra de prisão de ventre, pode ser necessário recorrer a medicamentos laxativos. Em alguns casos de diarreia, o médico pode receitar antibióticos de amplo espectro para limitar a proliferação de bactérias patológicas no intestino.

3. Problemas urinários

Para esvaziar a bexiga, o médico pode recomendar o esvaziamento vesical completo com manobras de compressão abdominal e auto-sondagem, que devem ser realizados por um profissional de saúde, ou medicamentos que ajudam a esvaziar a bexiga.

Caso ocorram infecções urinárias ou em situações em que se justifique a sua prevenção, o médico pode receitar antibióticos.

4. Impotência sexual

A primeira escolha para tratar a impotência sexual inclui medicamentos como o sildenafil, vardenafil e tadalafil, que ajudam a manter a ereção. No caso de mulheres que apresentem diminuição do desejo sexual e secura vaginal, pode estar recomendado o uso de um lubrificante.


Bibliografia

  • FOSS-FREITAS, Maria Cristina; JUNIOR, Wilson M. et al.. Neuropatia Autonômica: Uma Complicação de Alto Risco no Diabetes Melito Tipo 1. Arq Bras Endrocrinol Metab. 52. 2; 2008
  • MAYO CLINIC. Autonomic neuropathy. Link: <www.mayoclinic.org>. Acesso em 24 Abr 2019
  • LONGO, Dan L. et al.. Medicina interna de Harrison. 18.ed. São Paulo: AMGH Editora, 2013. 2984-2986.
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