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Miastenia Gravis na gravidez

A Miastenia Gravis é uma doença auto-imune que causa fraqueza muscular progressiva e surge geralmente entre os 20 e os 40 anos de idade e os sintomas vão surgindo e piorando aos poucos, se bem que em alguns casos, podem começar subitamente. Saiba tudo sobre esta doença.

A gravidez numa mulher com Miastenia Gravis pode tornar-se uma situação de risco para a mãe e para o feto, e embora haja casos em que o bebê nasce saudável, existem outros em que a doença se agrava e por isso é muito importante uma monitorização frequente da gravidez.

Os sintomas mais comuns são fraqueza e fadiga muscular durante a gravidez, sendo o parto o momento mais perigoso de toda a gestação.

Miastenia Gravis na gravidez

O que fazer durante a gravidez

Recomenda-se que, depois de diagnosticar a doença, a mulher aguarde pelo menos 2 anos antes de engravidar, já que o risco de morte da mãe durante a gravidez seja muito superior durante o primeiro ano da doença. 

O tratamento para a Miastenia Gravis na grávida, deve ser o mesmo que fazia antes de engravidar e deve ser feita uma monitorização adequada durante todo o período gestacional.

Que cuidados a ter durante o parto

Se não houver sinais de sofrimento fetal ou qualquer problema obstétrico, o parto pode ser realizado por via vaginal, no entanto, devido ao risco de fadiga muscular, pode haver dificuldade por parte da mãe na força voluntária no momento da expulsão do feto e por isso pode ser necessário o uso de fórceps ou extrator obstétrico para retirar o bebê e reduzir o tempo de trabalho de parto.

A cesárea só deve ser realizada se houver indicação pelo médico que acompanhou a grávida em casos de Miastenia Gravis mais intensa ou de crise miastênica. Se houver comprometimento respiratório ou dos músculos bulbares, recomenda-se a anestesia geral com intubação orotraqueal, de forma a poder controlar a oxigenação e as secreções.

No pós-parto é muito importante vigiar a mãe, porque há o risco de piora da doença nas 3 semanas seguintes ao nascimento do bebê.

A mãe pode amamentar?

A amamentação não está contraindicada em mulheres miastênicas, no entanto não é recomendada durante o tratamento com imunossupressores como a azatioprina, ciclosporina, ciclofosfamida, micofenolato ou metotrexato.

Existem também estudos que indicam que se deve evitar a amamentação de recém-nascidos, uma vez que são encontrados anticorpos no leite materno que podem intensificar a Miastenia Gravis neonatal, que acaba por desaparecer cerca de 3 semana depois do nascimento.

Assim, é importante que a mãe discuta com o médico os benefícios da amamentação face aos riscos.

A doença pode passar para o bebê?

Apesar dos anticorpos que causam esta doença atravessarem a placenta, apenas 20% dos recém-nascidos filhos de mães com Miastenia Gravis na gestação apresentam a doença ao nascimento e, quando apresentam, ela tende a desaparecer alguns dias ou semanas após o nascimento, porque os anticorpos maternos acabam por desaparecer e o recém-nascido não produz anticorpos deste tipo.

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