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Leclercia adecarboxylata: o que é, fatores de risco e como é o tratamento

A Leclercia adecarboxylata é uma bactéria que faz parte da microbiota humana, mas que também pode ser encontrada em diversos ambientes, como água, alimentos e em animais. Apesar de não ser muito associada com doenças, tem sido registrados alguns casos de Leclercia adecarboxylata em hospitais, principalmente em recém-nascidos internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, devido à nutrição parenteral, podendo ser isolada no sangue.

A infecção por Leclercia adecarboxylata é mais frequente em pacientes imunocomprometidos, que são aqueles que possuem alterações no sistema imunológico, no entanto já há casos de isolamento dessa bactéria em pessoas que não possuem qualquer comprometimento do sistema imune.

Leclercia adecarboxylata: o que é, fatores de risco e como é o tratamento

Fatores de risco para a infecção por Leclercia adecarboxylata

A infecção por Leclercia adecarboxylata é mais comum de acontecer em pessoas que possuem sistema imunológico mais enfraquecido, como recém-nascidos ou pessoas que estão internadas no hospital por um longo período, por exemplo. Além disso, há mais risco de infecção em pessoas que estão sendo submetidas a nutrição parenteral, usam sonda urinária, possuem acesso venoso central ou estão sob ventilação mecânica.

Em pessoas com o sistema imunológico eficiente, a Leclercia adecarboxylata normalmente é identificada juntamente com outros microrganismos, não recebendo o tratamento adequado. No entanto, quando o sistema imunológico está enfraquecido, é mais comum que a bactéria seja identificada isoladamente no sangue, sendo fundamental a realização do tratamento adequado. Entenda como é feito o diagnóstico de infecção no sangue.

Como é feito o tratamento

O tratamento para infecção por Leclercia adecarboxylata é simples, já que essa bactéria têm demonstrado bastante sensibilidade aos antibióticos. Por isso, de acordo com o quadro clínico da pessoa e grau de comprometimento do sistema imunológico, o médico pode indicar o uso de Gentamicina, Ceftazidima ou Glicopeptídeos, como a Vancomicina ou a Teicoplanina, por exemplo.

Apesar da maioria dos isolados de Leclercia adecarboxylata apresentar sensibilidade para os antibióticos, já estão sendo verificadas estirpes resistentes aos antibióticos beta-lactâmicos, uma vez que são capazes de produzir enzimas que impedem a ação desses antibióticos, o que pode dificultar o tratamento em algumas situações.


Bibliografia

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