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7 infecções intestinais que podem ser transmitidas sexualmente

Alguns microrganismos que podem ser transmitidos sexualmente podem causar sintomas intestinais, principalmente quando são transmitidos para outra pessoa por meio do sexo anal desprotegido, ou seja, sem uso de preservativo, ou por meio do contato sexual oral-anal. Dessa forma, o microrganismo fica em contato direto com o trato gastrointestinal e consegue proliferar-se e resultar em sintomas que podem ser confundidos com os de doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a colite ulcerativa.

Os microrganismos mais frequentemente relacionados com as infecções intestinais devido à relação sexual são Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia spp. e o vírus do Herpes, no entanto, microrganismos que são principalmente encontrados no trato gastrointestinal, como Entamoeba coli, Giardia lamblia e Salmonella spp. também podem ser transmitidas sexualmente, isso no caso da pessoa possuir uma infecção ativa por esse microrganismo e não ter havido higienização correta do local antes da relação sexual, por exemplo.

7 infecções intestinais que podem ser transmitidas sexualmente

Assim, os principais microrganismos capazes de causar infecções intestinais quando transmitidos por meio da relação sexual anal ou anal-oral são:

1. Neisseria gonorrhoeae

A infecção por Neisseria gonorrhoeae dá origem à gonorreia, cuja transmissão acontece principalmente por meio de relações sexuais genitais desprotegidas. No entanto, a sua transmissão também pode acontecer através de relação sexual genital-anal, levando ao aparecimento de sintomas de gonorreia e de alterações gastrointestinais, principalmente relacionadas com a inflamação do ânus, sendo percebido desconforto local e produção de muco.

Os principais sinais e sintomas de infecção genital por Neisseria gonorrhoeae são dor e ardor ao urinar e presença de corrimento branco semelhante a pus. Saiba reconhecer outros sintomas de gonorreia.

2. Chlamydia trachomatis

A Chlamydia trachomatis é responsável pela clamídia e pelo linfogranuloma venéreo, que são infecções sexualmente transmissíveis e que, na maioria das vezes, são assintomáticas. Quando essa bactéria é adquirida por meio do contato anal, é possível que seja percebidos sintomas de doenças inflamatórias, como diarreia, muco e sangramento retal.

Além disso, nas fases mais avançadas da doença, é possível perceber também a presença de feridas cheias de líquido, principalmente no caso do linfogranuloma venéreo. Conheça os sintomas e o tratamento para o linfogranuloma.

3. Herpes simplex vírus

O vírus da herpes, apesar de ser mais frequentemente transmitido por meio de relações sexuais genitais sem preservativo ou de sexo oral em portadores do vírus ou por alguém que possua herpes, também pode ser transmitido por meio de sexo anal ou anal-oral, levando principalmente formação de úlceras na região anal ou perianal.

4. Treponema pallidum

O Treponema pallidum é o agente infeccioso responsável pela sífilis, que é uma infecção sexualmente transmissível caracterizada pela presença de feridas na região genital, dedos, garganta, língua ou outros locais que não são na região genital, e são lesões que não doem e não coçam. No entanto os sintomas da sífilis surgem em ciclos, podendo a pessoa passar por períodos assintomáticos, apesar de que nesse período é possível também transmitir a bactéria para outras pessoas.

Essa bactéria também pode ser transmitida por meio do sexo anal e levar ao aparecimento de alguns sintoma intestinais quando há contato com as feridas causadas pela bactéria na região perianal. Veja mais sobre a transmissão da sífilis.

5. Salmonella spp.

A Salmonella spp. é um microrganismo responsável por vários casos de infecção alimentar, levando ao aparecimento de sintomas de gastroenterite. Apesar da sua transmissão via sexual não ser frequente, é possível que aconteça quando se tem uma infecção ativa, o que resulta na maior quantidade de bactérias eliminadas pelas fezes, podendo aumentar a chance do parceiro sexual, ao realizar sexo anal, adquirir esse microrganismo.

6. Entamoeba coli

Assim como a Salmonella spp., a Entamoeba coli é um microrganismo relacionado com infecções intestinais muitas vezes relacionadas com o consumo de alimentos ou água contaminados por esse parasita. Porém, no caso da pessoa ter uma infecção ativa por esse protozoário ou a sua carga parasitária ser muito elevada, há maior risco de transmissão para o parceiro durante o sexo anal.

7. Giardia lamblia

A Giardia lamblia também é um protozoário muito associado ao aparecimento de sintomas gastrointestinais devido ao consumo de alimentos ou água contaminados por cistos desse protozoário. No entanto, esse microrganismo também pode ser transmitido por meio do contato sexual anal com uma pessoa portadora de infecção ativa de Giardia lamblia ou com elevada carga parasitária.

Sintomas intestinais de infecção sexualmente transmissível

Os sintomas gastrointestinais de infecções sexualmente transmissíveis podem variar de acordo com o microrganismo responsável, uma vez que também pode variar conforme a sua capacidade patogênica e sistema imunológico da pessoa que foi infectada. Assim, podem ser percebidos sinais e sintomas comuns a doenças inflamatórias intestinais, como dor abdominal, diarreia e febre e, nos casos mais graves, vômitos e diarreia.

Além disso, é indicativo de infecção sexualmente transmissível a presença de sangramento retal e de feridas e/ou lesões na região anal e perianal, que podem coçar, ser doloridas ou produtoras de secreções.

Bibliografia >

  • LAMB, Chris A. et al. Sexually transmitted infections manifesting as proctitis. Frontline Gastroenterology. 32-40, 2013
  • LEVY, Itzchak. Delayed diagnosis of colorectal sexually transmitted diseases due to their resemblance to inflammatory bowel diseases. International Journal of Infectious Diseases. 34-38, 2018
  • MITCHELL, Holly; HUGHES, Gwenda. Recent epidemiology of sexually transmissible enteric infections in men who have sex with men. Current Opinion in Infectious Diseases. Vol 31. 1 ed; 50-56, 2017
  • QUINN, Thomas C. Sexually transmitted enteric infections. 2 ed. Cambridge University Press, 2015. 352-356.
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