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O que é Hipersexualidade e como identificar

Setembro 2019

A hipersexualidade pode ser definida como sendo o aumento do apetite sexual, sem qualquer relação com alterações hormonais, que não consegue ser controlado e que pode interferir no dia a dia da pessoa, podendo influenciar no trabalho, relações pessoais e auto-estima, por exemplo.

Esse transtorno psicológico pode acontecer tanto em homens quanto em mulheres, sendo denominado satiríase nos homens e ninfomania nas mulheres. Apesar de poder trazer prejuízos para a pessoa, a hipersexualidade tem tratamento, sendo importante a pessoa buscar orientação de um psicólogo e psiquiatra, para que se possa ser iniciado o tratamento mais adequado.

O que é Hipersexualidade e como identificar

Como identificar a hipersexualidade

A hipersexualidade pode ser caracterizada por sintomas de compulsividade e obsessividade relacionados ao desejo sexual por um período igual ou superior a 6 meses, e de acordo com o comportamento da pessoa pode ser subclassificada em:

  • Masturbação compulsiva, que é caracterizada pela masturbação várias vezes por dia devido ao grande desejo sexual, o que pode interferir nas atividades diárias;
  • Pornografia, em que a pessoa hipersexual utiliza de pornografia para satisfazer o seu desejo sexual;
  • Relações sexuais consentidas, que também pode ser classificada como promiscuidade, em que a pessoa tem diversas relações sexuais sem preservativo com um ou mais parceiros anônimos;
  • Cybersex, que é definida como sendo a comunicação online com o objetivo de satisfação sexual e que acontece principalmente devido ao anonimato e à acessibilidade;
  • Strip clubs, em que a pessoa vê a necessidade e vontade de frequentar clubes de strip-tease diariamente.

Dessa forma, os principais sinais indicativos de hipersexualidade são:

  • Masturbação excessiva;
  • Troca frequente de parceiros sexuais;
  • Uso excessivo de pornografia;
  • Uso exagerado de objetos sexuais;
  • Múltiplos parceiros sexuais;
  • Falta de prazer ou satisfação.

As pessoas que sofrem desse transtorno muitas vezes não tem consciência da situação, passando a perceber apenas quando sua relação com outras pessoas muda e quando há diminuição da produtividade no trabalho em função dos hábitos sexuais, o que também pode interferir na auto-estima. Além dessas consequências, as pessoas que possuem hipersexualidade têm maior probabilidade de serem portadoras de infecções sexualmente transmissíveis, já que a vontade da relação sexual é tão imediata que "não dá tempo" de se colocar o preservativo.

O aumento do desejo sexual também acontece em adolescentes, havendo maior desejo de se ter relações sexuais, masturbações ou uso de pornografia. No entanto, o aumento do apetite sexual na adolescência é considerado normal devido às alterações hormonais que acontecem nessa fase da vida. Por isso, é importante que o diagnóstico de hipersensibilidade seja feito por um psicólogo ou psiquiatra através da análise dos momentos em que a vontade aumenta e o impacto desse transtorno na vida pessoal e profissional da pessoa.

Veja como reconhecer a ninfomania.

Como tratar

O tratamento para a hipersexualidade deve ser feito através do acompanhamento psiquiátrico e psicológico, com o objetivo de fazer com que a pessoa perceba as características do seu transtorno e, assim, consiga melhorar. Em algumas situações, pode ser necessário o uso de medicamentos para controlar os desejos sexuais, devendo ser usado conforme a orientação do psiquiatra.

É importante que durante todo o tratamento a pessoa tenha acompanhamento da família e amigos para superar a hipersexualidade e evitar recaídas. Em alguns casos, pode ser interessante a realização de encontros semanais com um grupo de pessoas que compartilham do mesmo problema, pois assim aumenta a chance de empatia e sensibilização pelo outros, diminuindo, também, o risco de recaída.

Bibliografia >

  • KAPLAN, Meg S.; KRUEGER, Richard B. Diagnosis, Assessment, and Treatment of Hypersexuality. Journal of Sex Research. Vol 47. 181-198, 2010
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