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Espironolactona (Aldactone)

A espironolactona, conhecida comercialmente por Aldactone, atua como diurético, aumentando a eliminação de água através da urina, e como anti-hipertensivo, podendo ser usado no tratamento da hipertensão arterial, inchaço relacionado com problemas no funcionamento do coração ou doenças no fígado e rins, hipopotassemia ou no tratamento do hiperaldosteronismo, por exemplo.

Em alguns casos, este remédio pode ser receitado para o tratamento da acne e para prevenir a queda de cabelo, porém estas aplicações não fazem parte das indicações principais da espironolactona, nem vêm mencionadas na bula do medicamento.

A espironolactona pode ser comprada em farmácias, por um preço de cerca de 14 a 45 reais, dependendo se a pessoa opta pela marca ou pelo genérico, sendo necessária a apresentação de receita médica.

Espironolactona (Aldactone)

Para que serve

A espironolactona é indicada para:

  • Hipertensão essencial;
  • Edema causado por problemas cardíacos, renais ou hepáticos;
  • Edema idiopático;
  • Terapia auxiliar na hipertensão maligna;
  • Hipopotassemia quando outras medidas forem consideradas impróprias ou inadequadas;
  • Prevenção da hipopotassemia e hipomagnesemia em pessoas que tomam diuréticos;
  • Diagnóstico e tratamento do hiperaldosteronismo.

Conheça outros tipos de diuréticos e saiba como funcionam.

Como tomar

A posologia depende do problema a tratar:

1. Hipertensão Essencial

A dose usual é de 50 mg/dia a 100 mg/dia, que nos casos resistentes ou graves pode ser gradualmente aumentada, em intervalos de duas semanas, até 200 mg/dia. O tratamento deve ser mantido por no mínimo duas semanas para garantir uma resposta adequada ao tratamento. A dose deverá ser ajustada conforme necessário.

2. Insuficiência Cardíaca Congestiva

A dose inicial diária recomendada é de 100 mg em dose única ou dividida, podendo variar entre 25 mg e 200 mg diariamente. A dose habitual de manutenção deve ser determinada para cada pessoa.

3. Cirrose Hepática

Se a relação sódio urinário/potássio urinário for maior que 1, a dose usual é de 100 mg/dia. Se essa relação for menor do que 1, a dose recomendada é de 200 mg/dia a 400 mg/dia. A dose habitual de manutenção deve ser determinada para cada pessoa.

4. Síndrome Nefrótica

A dose usual em adultos é de 100 mg/dia a 200 mg/dia.

5. Edema

A dose habitual é de 100 mg por dia, em adultos e de aproximadamente 3,3 mg por kg de peso administrada em dose fracionada. A dosagem deverá ser ajustada com base na resposta e tolerabilidade de cada pessoa.

6. Hipopotassemia/ hipomagnesemia

É recomendada uma dosagem de 25 mg/dia a 100 mg/dia no tratamento da hipopotassemia e/ou hipomagnesemia induzida por diuréticos, quando os suplementos orais de potássio e/ou magnésio não forem adequados.

7. Tratamento pré-operatório de Hiperaldosteronismo Primário

Quando o diagnóstico de hiperaldosteronismo for bem estabelecido por testes mais definitivos, a espironolactona pode ser administrada em doses diárias de 100 mg a 400 mg como preparação para a cirurgia.

8. Hipertensão Maligna

Só deve ser usada como terapia auxiliar e quando houver excesso de secreção de aldosterona, hipopotassemia e alcalose metabólica. A dose inicial é de 100 mg/dia, que pode ser aumentada, quando necessário, em intervalos de duas semanas, até 400 mg/dia.

Mecanismo de ação

A espironolactona é um antagonista específico da aldosterona, atuando principalmente no local de troca de íons sódio e potássio dependente de aldosterona, localizado no túbulo contornado distal do rim, levando a um aumento da eliminação de sódio e água e aumento da retenção de potássio.

Possíveis efeitos colaterais

Alguns dos efeitos colaterais da espironolactona podem incluir neoplasma benigno de mama, leucopenia, trombocitopenia, distúrbios eletrolíticos, alterações na libido, confusão, tontura, distúrbios gastrointestinais e náuseas, função hepática anormal, síndrome de Steve-Johnson, necrólise epidérmica tóxica, erupção ao medicamento, queda de cabelo, hipertricose, coceira, urticária, cãibras nas pernas, insuficiência renal aguda, dor nas mamas, distúrbios menstruais, ginecomastia e mal-estar. 

Contraindicações

A espironolactona não deve ser usada por pessoas com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, pessoas com insuficiência renal aguda, diminuição significativa da função renal, anúria, doença de Addison, hipercalemia ou que estejam a usar um medicamento chamado eplerenona. 

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