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Edição genética: o que é e como é feita

A edição de genes, ou terapia genética, é um conjunto de técnicas estudadas por pesquisadores que tem como objetivo tratar e prevenir doenças complexas por meio da alteração em genes específicos.

Os genes podem ser definidos como sendo a unidade fundamental da hereditariedade e são constituídos por uma sequência específica de ácidos nucleicos, ou seja, DNA e RNA, e que carregam informações relacionadas a características e saúde da pessoa.

Edição genética: o que é e como é feita

Para que serve

A edição genética têm sido estudada com o objetivo de tratar doenças genéticas, como fibrose cística, cegueira congênita, hemofilia e anemia falciforme, por exemplo, mas também têm sido considerada como uma técnica que pode promover a prevenção de doenças mais graves e complexas, como por exemplo câncer, doenças cardíacas e a infecção pelo HIV, por exemplo.

Além disso, a técnica de edição de genes também pode ser aplicada em plantas para que se tornem tolerantes a mudanças ambientais e pesticidas ou com o objetivo de se tornarem mais produtivas. Essa técnica também pode ser aplicada em alimentos, para que sejam mais nutritivos e em insetos, por exemplo, de modo que ser tornem incapazes de transmitir doenças.

Como é feita - Técnica de CRISPR - Cas9

A técnica de CRISPR é a principal técnica utilizada na edição genética, e consiste na alteração de regiões específicas do DNA e que estão ou poderiam estar relacionadas com doenças, por exemplo. Essa técnica permite que os genes sejam alterados em locais específicos, de forma precisa, rápida e de custo menos elevado. De forma geral, a técnica pode ser realizada em alguns passos:

  • Genes específicos, que também podem ser chamados de genes ou sequências alvo, são identificados;
  • Após a identificação, os cientistas criam uma sequência de “RNA guia” que complementa a região alvo;
  • Esse RNA é colocado na célula juntamente com a proteína Cas 9, que atua cortando a sequência alvo do DNA;
  • Em seguida, uma nova sequência de DNA é inserida na sequência anterior.

A maioria das alterações genéticas envolve genes localizados em células somáticas, ou seja, células que contém material genético que não é transmitido de geração para geração, limitando a alteração apenas àquela pessoa. No entanto, têm surgido pesquisas e experimentos em que a técnica de CRISPR é realizada em células germinativas, ou seja, no óvulo ou no espermatozóide, o que têm gerado uma série de questionamentos acerca da aplicação da técnica e da sua segurança no desenvolvimento da pessoa.

Ainda não se sabe das consequências a longo prazo da técnica e da edição de genes. Os cientistas acreditam que a manipulação de genes humanos pode tornar a pessoa mais suscetível à ocorrência de mutações espontâneas, podendo levar à superativação do sistema imunológico ou surgimento de doenças mais graves.

Além da discussão sobre a edição de genes girar em torno da possibilidade de mutações espontâneas e transmissibilidade da alteração para futuras gerações, a questão ética do procedimento também têm sido bastante discutida, uma vez que essa técnica também pode ser feita para alterar características do bebê, como cor dos olhos, altura, cor dos cabelos, etc.

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