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O que é a Doença de Coats e Como tratar

A doença de Coats é um distúrbio relativamente raro que afeta o desenvolvimento normal dos vasos sanguíneos do olho, mais especificamente na retina, o local onde as imagens que enxergamos são criadas.

Nas pessoas com esta doença, é muito comum que os vasos sanguíneos da retina acabem rompendo e, por isso, o sangue vai se acumulando e causando inflamação da retina, o que resulta em visão embaçada, diminuição da visão e, em alguns casos, até cegueira.

A doença de Coats é mais comum no sexo masculino e após os 8 anos de idade, mas pode surgir em qualquer pessoa, mesmo que não exista histórico da doença na família. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível após o diagnóstico para evitar casos de cegueira.

O que é a Doença de Coats e Como tratar

Principais sintomas

Os primeiros sinais e sintomas da doença de Coats normalmente surgem durante a infância e incluem:

  • Estrabismo;
  • Presença de uma película esbranquiçada atrás da lente do olho;
  • Diminuição da percepção de profundidade;
  • Redução da visão.

Com o avançar da doença, podem começar a aparecer outros sintomas como:

  • Coloração avermelhada na íris;
  • Vermelhidão constante do olho;
  • Cataratas;
  • Glaucoma.

Na maioria dos casos, estes sintomas afetam apenas um olho, mas também podem surgir em ambos. Assim, sempre que surgem alterações no olho ou na visão, que durem mais do que uma semana, é muito importante consultar um oftalmologista, mesmo que estejam afetando apenas um dos olhos.

Quem tem maior risco de ter a doença

A doença de Coats pode surgir em qualquer pessoa, pois não parece estar relacionado com qualquer fator genético que possa ser herdado. No entanto, é mais comum em pessoas do sexo masculino e entre os 8 e os 16 anos, especialmente quando já existiram sintomas da doença até aos 10 anos.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico deve ser sempre feito por um oftalmologista através de uma exame de vista, avaliação das estruturas do olho e observação dos sintomas. Porém, e uma vez que os sintomas podem ser semelhantes aos de outras doenças do olho, também pode ser necessário fazer exames de diagnóstico como angiografia da retina, ultrassom ou tomografia computadorizada, por exemplo.

Quais os estágios de evolução

A progressão da doença de Coats pode ser dividida em 5 principais estágios:

  • Estágio 1: existem vasos sanguíneos anormais na retina, mas ainda não estão rompidos e por isso não existem sintomas;
  • Estágio 2: acontece o rompimento dos vasos sanguíneos da retina, que levam ao acúmulo de sangue e perda gradual da visão;
  • Estágio 3: acontece o descolamento da retina devido ao acúmulo de líquidos, resultando em sinais como flashes de luz, manchas escuras na visão e desconforto no olho. Saiba mais sobre o descolamento da retina;
  • Estágio 4: com o aumento gradual de líquido dentro do olho, existe um aumento da pressão que pode resultar em glaucoma, no qual o nervo ótico é afetado, prejudicando bastante a visão. Veja como identificar o glaucoma.
  • Estágio 5: é a fase mais avançada da doença quando surge cegueira e dor intensa no olho, devido ao aumento exagerado da pressão.

Em algumas pessoas, a doença pode não avançar por todas as fases e o tempo de evolução e bastante variável. No entanto, o melhor é sempre iniciar o tratamento quando surgem os primeiros sintomas, para evitar o surgimento de cegueira.

Opções de tratamento

O tratamento normalmente é iniciado para evitar o agravamento da doença, dessa forma, deve ser iniciado o mais cedo possível para evitar o surgimento de lesões graves que levam a cegueira. Algumas das opções que podem ser indicadas pelo oftalmologista incluem:

1. Cirurgia laser

É um tipo de tratamento que usa um raio de luz para encolher ou destruir os vasos sanguíneos anormais da retina, evitando que rompam e levam ao acúmulo de sangue. Normalmente, esta cirurgia é feita nos estágios mais iniciais da doença no consultório do médico e com anestesia local.

2. Crioterapia

Neste tratamento, ao invés de usar um laser, o oftalmologista faz pequenas aplicações de frio extremo junto dos vasos sanguíneos do olho para que cicatrizem e fechem, evitando que acabem rompendo.

3. Injeção de corticoides

Os corticoides são usados diretamente no olho para diminuir a inflamação nos casos mais avançados da doença, ajudando a aliviar o desconforto e podendo até melhorar um pouco a visão. Estas injeções precisam ser feitas no consultório do médico com anestesia local.

Além destas opções, caso exista descolamento da retina ou glaucoma, também se deve iniciar o tratamento para cada uma dessas consequências, de forma a evitar agravamento das lesões.

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