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COVID-19 pode causar danos permanentes nos pulmões

Março 2020

Segundo médicos presentes no Hospital de Hong Kong, que foi um dos primeiros locais afetados pela COVID-19, alguns dos pacientes que recuperaram da infecção parecem apresentar diminuição da capacidade pulmonar, o que pode indicar que existem danos que se mantêm permanentes mesmo após a cura.

De acordo com o diretor do hospital, pelo menos três pacientes de um grupo de 12 pessoas curadas da infeção mostraram uma redução de 20 a 30% da sua função pulmonar, o que acaba afetando a forma como realizam as suas atividades diárias.

Embora seja ainda muito pequena a amostra de casos com danos nos pulmões, é possível que, à medida que novos casos vão sendo curados, mais danos vão sendo observados, permitindo perceber em que situações esses danos parecem aparecer e de que forma afetam os pulmões.

COVID-19 pode causar danos permanentes nos pulmões

Como foram identificados os casos

A primeira forma de identificação foi feita pelos próprios pacientes que relataram sentir diferença no fôlego ao realizar tarefas simples, como andar a um passo mais rápido ou subir escadas, em relação ao que sentiam antes da infeção.

Estes pacientes foram ainda submetidos a raio-X e tomografia do tórax, onde os médicos conseguiram observar alguns locais embaçados nos pulmões, que de fato podem se traduzir em alterações permanentes no órgão.

Quem tem maior risco de danos

Ainda não se possuem muitos dados sobre o surgimento de danos permanentes nos pulmões, no entanto, os especialistas acreditam que podem surgir mais facilmente em pacientes que apresentam uma forma mais grave da infecção COVID-19.

Nesse grupo de pacientes estão incluídas todas as pessoas com histórico de doenças pulmonares, assim como pessoas com o sistema imune enfraquecido, onde se incluem idosos, pessoas com doenças crônica, pacientes a fazer tratamentos para o câncer ou transplantados, por exemplo.

Os pacientes avaliados foram tratados com Lopinavir, Ritonavir e Ribavirin, que são antivirais utilizados no tratamento de doenças como HIV ou hepatite C. Embora os danos tivessem, numa primeira fase, sido atribuídos ao uso destes remédios, os médicos agora acreditam que pode estar relacionado com a resposta inflamatória causada pelo sistema imune ao vírus da COVID-19. 

O que pode ser feito

De acordo com os médicos do Hospital de Hong Kong, os pacientes irão realizar fisioterapia respiratória para tentar entender qual a percentagem dos danos pode ser revertida de forma a regressarem às suas atividades diárias com maior qualidade de vida. Depois disso continuarão em observação para se observar como evoluem ao longo do tempo. 

Assim como estes pacientes, ao longo do tempo mais pessoas curadas da COVID-19 serão avaliadas para entender em que pessoas é mais comum o surgimento de danos e o que pode ser feito para evitá-los.

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