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COVID-19 pode aumentar o risco de AVC e embolia pulmonar?

Abril 2020

Em algumas pessoas com COVID-19, principalmente naquelas em que existe um rápido agravamento da infecção, tem sido observada uma nova complicação, que consiste no aumento do risco de desenvolver doenças causadas por coágulos, como trombose venosa profunda, AVC ou embolia pulmonar.

Embora ainda não se conheça a causa exata desta nova complicação, é possível que esteja relacionada com uma resposta exagerada do sistema imunológico no combate ao novo coronavírus, que pode acabar contribuindo para o aumento da trombina, que é a proteína responsável pela coagulação do sangue. Ou seja, quando os níveis de trombina aumentam, maior é o risco de formar coágulos, que podem acabar entupindo vasos sanguíneos.

COVID-19 pode aumentar o risco de AVC e embolia pulmonar?

Quem tem maior risco de formar coágulos

A formação de coágulos é uma complicação relativamente comum em pacientes que ficam acamados por muito tempo, principalmente quando existem outras doenças associadas, como problemas cardíacos ou doenças pulmonares. Dessa forma, pacientes que estão internados em UTI's normalmente já têm um risco maior de desenvolver AVC's ou embolias. No entanto, no caso do novo coronavírus, essa taxa de formação de coágulos nos pacientes da UTI tem sido maior.

Uma das possíveis explicações parece ser o desenvolvimento de coagulação intravascular disseminada, que é uma condição na qual existe a formação de microcoágulos por todo o corpo e que tem sido observada em autópsias de algumas pessoas infectadas pela COVID-19.

Além disso, as complicações por coágulos também têm acontecido em alguns adultos jovens infectados pelo novo coronavírus e que não estiveram internados na UTI. Nesses casos, o aumento da formação de coágulos tem sido atribuído a uma resposta exagerada do sistema imunológico no combate ao vírus.

O que causa a resposta exagerada da imunidade?

Ainda não se conhece a causa exata, mas é possível que a reação exagerada do sistema imunológico possa estar relacionada com a Síndrome de Ativação Macrofágica, que tem sido observada em alguns adultos jovens infectados pelo novo coronavírus. Estes jovens adultos parecem não ter outras doenças que possam agravar a infecção, mas apresentam um maior risco de desenvolver problemas de coagulação graves, que podem acabar produzindo embolias ou AVC.

A Síndrome de Ativação Macrofágica é uma condição que leva a alterações nas células do sistema imunológico, causando uma produção descontrolada de células T, ativação excessiva de macrófagos e liberação exagerada de substâncias pró-inflamatórias. Geralmente, o diagnóstico desta síndrome pode ser feito pela avaliação dos níveis de ferritina no sangue, já que essa é uma substância que fica mais elevada na presença de uma resposta imune aumentada.

Porque o sistema imunológico produz coágulos?

Quando o sistema imunológico responde de uma forma descontrolada, especialmente com a ativação excessiva de macrófagos, causa um aumento exagerado de trombina, que é uma das proteínas mais importantes para o sistema de coagulação do sangue.

Quando os níveis de trombina aumentam, parece haver uma maior formação de coágulos sanguíneos. Muitas vezes, esses coágulos acabam entupindo apenas um vaso da perna, causando trombose venosa profunda, mas caso consigam chegar no pulmão, podem causar uma embolia pulmonar e, caso cheguem ao cérebro, podem levar ao aparecimento de um AVC. Saiba como identificar os sintomas de AVC e o que fazer em caso de suspeita.

O que pode mudar no tratamento da COVID-19

A COVID-19 é uma doença recente e, por isso, seu tratamento ainda está sofrendo pequenas alterações ao longo do tempo, especialmente porque muitas formas de tratar e novos remédios continuam sendo testados em todo o mundo.

No entanto, perante os dados do aumento do número de casos de doenças por coágulos, é possível que o tratamento possa incluir, para algumas pessoas, o uso de anticoagulantes, nomeadamente a heparina, que agem bloqueando a ação da trombina e, consequentemente, impedem a coagulação do sangue e a formação de coágulos. Saiba como é usada a heparina.

Além disso, também pode ser associada uma outra substância, o metotrexato, que é capaz de controlar a resposta imune, evitando que seja muito exagerada, especialmente no caso de jovens adultos.

Bibliografia >

  • DR. MAURICIO ESTEBAN GAUNA – DR. JUAN LUIS BERNAVA. Recomendaciones diagnósticas y terapéuticas ante la Respuesta Inmune Trombótica Asociada a Covid-19 (RITAC). 2020. Disponível em: <https://fundacionio.com/wp-content/uploads/2020/04/Si%CC%81ndrome-RITAC.pdf>. Acesso em 27 Abr 2020
  • LUSHINA, Nadia et. al.. Pulmonary, Cerebral, and Renal Thromboembolic Disease Associated with COVID-19 Infection. Radiological Society of North America. 2020
  • OUDKERK, Matthijs. Diagnosis, Prevention, and Treatment of Thromboembolic Complications in COVID-19. National Institute for Public Health of the Netherlands. 2020
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