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O que você precisa saber?

Asma na gravidez prejudica o bebê?

A asma quando não controlada com medicamentos pode prejudicar o bebê porque quando este não recebe o oxigênio suficiente da mãe pode ter uma restrição de crescimento.

Assim, para tratar a asma na gravidez é recomendado o uso de remédios para asma, conhecidos popularmente como 'bombinha' e seguir todos os cuidados dentro de casa para evitar a exposição a poeira que pode piorar a asma.

Asma na gravidez prejudica o bebê?

Remédios para asma na gravidez

Os remédios para asma na gravidez podem ser os mesmos que a mulher já usava antes de engravidar porque eles não prejudicam o bebê, nem provocam o parto prematuro.

A dose também deve se manter, mas o uso excessivo do remédio da asma deve ser evitado e por isso é recomendado evitar o contato com pólen, poeira, cães e gatos, perfumes e aromas intensos, para evitar uma crise asmática.

No final da gravidez a gestante pode sentir falta de ar devido ao crescimento uterino que diminui o espaço dos pulmões e por vezes isso pode ser confundido com os sintomas da asma. Assim, antes de usar o remédio da asma, deve-se tentar melhorar a respiração tomando uma xícara de café e ficando recostada numa cadeira, se não melhorar, usar o medicamento da asma.

Veja outras estratégias para aliviar o desconforto do final da gravidez.

Como fica o parto da mulher asmática

O parto da mulher com asma pode ser cesariana ou normal. Durante o parto normal a mulher pode usar os medicamentos que habitualmente usa para aliviar os sintomas da asma, sem riscos para o bebê.

No entanto, em caso de asma grave, de difícil controle, o médico poderá sugerir uma cesariana porque a dor e as emoções envolvidas no parto normal podem desencadear um ataque de asma. Para evitar a dor o parto normal também pode ser feita anestesias que ministradas várias vezes durante o trabalho de parto e essas opções devem ser discutidas com o médico durante o pré natal

Dúvidas comuns sobre a Asma na Gestação

1. Grávida pode tomar o remédio da asma na gravidez?

Sim, a grávida pode continuar tomando a bombinha da asma na gravidez porque ela garante que o ar chega aos pulmões da mulher e o oxigênio também chegue ao bebê. Não há necessidade de trocar o medicamento que a mulher usava antes de engravidar e por isso o controle da asma pode continuar sendo realizado da mesma forma. 

2. A bombinha da asma pode prejudicar o bebê?

Não, os remédios como Berotec, Alenia, Aerolin ou Salbutamol ainda que possam passar para o bebê não tem os mesmos efeitos colaterais que na mulher e não trazem qualquer malefício para o feto. Mas a asma pode se apresentar diferente depois da mulher engravidar, se tornando mais leve ou ainda mais grave e por isso o médico pode trocar uma bombinha por outra, porque o ideal é não usar mais medicamento do que realmente a mulher precisa para respirar livremente.

3. Os remédios para asma podem ser usados na amamentação?

Após o nascimento do bebê é aconselhado amamentar normalmente porque a quantidade de medicamentos que a mãe usa para controlar a asma, passa em pequena quantidade não sendo prejudicial ao bebê e porque a amamentação pode até mesmo diminuir o risco do bebê ter asma no futuro.

4. A presença da asma torna uma gravidez de risco?

Normalmente não porque a asma pode ser controlada com os remédios indicados pelo pneumologista e não colocam em risco a vida da mulher, nem do bebê. Mas se o tratamento para asma não for realizado a falta de ar pode ser prejudicial e até mesmo ser fatal colocando em risco tanto a vida da mulher, como do bebê.

5. A asma melhora ou piora na gravidez?

Normalmente a mulher que apresenta asma leve que pode ser controlada com a bombinha tem uma diminuição dos sintomas de asma, enquanto que as mulheres que já tinham um difícil controle da asma antes de engravidar, tendem a ter sintomas mais graves. Por isso o tratamento deve ser indicado pelo obstetra em conjunto com o pneumologista.

Quando os sintomas são leves e fáceis de controlar com a bombinha da asma o pré natal da mulher é exatamente igual ao de outra que não tenha asma, mas no caso da gestante que tem uma asma de difícil controle, o obstetra pode solicitar um exame de espirometria no 1º, 2º e 3º trimestre de gestação para verificar sua capacidade respiratória utilizando um pequeno aparelho chamado peakflow, que indica se o ar consegue chegar até os pulmões.

6. O bebê vai nascer asma?

Os filhos de mães asmáticas tem um maior risco de desenvolver a doença, porque ela é causada por uma alteração genética, que pode passar de mãe para filho. Quando somente a mãe tem asma, o risco do bebê ter asma é de 25% e aumenta para 50% se o pai também for asmático. Veja Como cuidar do bebê com asma.

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