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Tétano: o que é, como se pega, principais sintomas e como evitar

Fevereiro 2021

O tétano é uma doença infecciosa transmitida pela bactéria Clostridium tetani, que pode ser encontrada no solo, poeira e fezes de animais, pois habitam seu intestino. 

A transmissão do tétano acontece quando os esporos dessa bactéria, que são pequenas estruturas não visíveis a olho nu, entram no organismo através de alguma abertura na pele, como por exemplo feridas profundas ou queimaduras. Este tipo de infecção é ainda mais recorrente, quando a ferida acontece por contato com algum objeto contaminado, como é o caso de um prego enferrujado.

Uma vez que as feridas são algo muito frequente durante a vida, e nem sempre podem ser protegidas do contato com bactérias, a melhor forma de prevenir o surgimento do tétano consiste em fazer a vacinação com a vacina antitetânica, durante a infância e a cada 10 anos. Além disso, lavar todos os cortes e arranhões também ajuda a diminuir o risco de pegar a doença.

Tétano: o que é, como se pega, principais sintomas e como evitar

Como se pega

Apesar de ser uma doença infecciosa, o tétano não é transmitido de pessoa para pessoa, mas sim por meio do contato com esporos da bactéria, que devido À baixa disponibilidade de oxigênio germina, dando origem ao bacilo e havendo produção de toxinas responsáveis pelos sinais e sintomas da doença. Assim, as formas mais comuns de se pegar tétano são por meio de:

  • Feridas sujas com saliva ou fezes de animais, por exemplo;
  • Feridas causadas por objetos perfurantes, como unhas e agulhas;
  • Lesões acompanhadas de tecido necrosado; 
  • Arranhões provocados por animais;
  • Queimaduras;
  • Tatuagens e piercings;
  • Objetos enferrujados.

Além das formas usuais, o tétano pode ser contraído mais raramente por meio de feridas superficiais, procedimentos cirúrgicos, picadas de insetos contaminados, fraturas expostas, uso de drogas intravenosas, infecções dentárias e injeções intramusculares.

Além disso, o tétano também pode ser transmitido para os recém-nascidos por meio da contaminação do coto umbilical durante o parto. A infecção do recém-nascido é bastante grave e precisa ser identificada e tratada o mais rápido possível.

Principais sintomas

Os sintomas do tétano estão relacionados com a produção de toxinas pela bactéria no organismo e costumam surgir entre 2 a 28 dias após a entrada dos esporos da bactéria no organismo. Na maioria dos casos, o sintoma inicial do tétano é a rigidez muscular e dor próximo ao local de infecção, podendo haver também febre baixa e rigidez dos músculos do pescoço.

Caso não seja identificada e tratada logo que surgem os primeiros sintomas, é possível também haver aumento dos batimentos cardíacos, variação da pressão arterial e paralisia dos músculos respiratórios. Veja mais sobre os sintomas de tétano.

Tratamento do tétano

O tratamento do tétano tem como objetivo diminuir a quantidade de toxinas no organismo, eliminar a bactéria e promover melhora dos sintomas. Assim, é normalmente administrada na pessoa uma antitoxina, que promove o bloqueio da ação das toxinas produzidas pelo Clostridium tetani e evita a progressão da doença.

Além disso, é indicado o uso de antibióticos, como Penicilina ou Metronidazol, e relaxantes musculares para aliviar a contração muscular comum nessa doença. Confira mais detalhes do tratamento para o tétano.

Como evitar pegar tétano

A maneira mais comum e principal de evitar o tétano é por meio da vacinação logo nos primeiros meses de vida, que é realizada em três doses e tem como objetivo estimular a produção de anticorpos que defendem o organismo contra o agente causador da doença. Os efeitos dessa vacina não duram a vida toda, por isso deve-se tomar reforço a cada 10 anos. Saiba mais sobre a vacina do tétano.

Outra maneira de prevenção é por meio da vacina dTpa, também chamada de vacina tríplice bacteriana acelular do adulto, que garante proteção contra difteria, tétano e coqueluche.

Além disso, para prevenir a ocorrência do tétano é importante ter atenção e cuidado com os ferimentos, mantendo-os sempre cobertos e limpos, lavar sempre as mãos, evitar atrasar o processo de cicatrização e não utilizar materiais perfurocortantes compartilhados, como as agulhas.

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Bibliografia

  • BARER, Michael R. Medical Microbiology: A guide to microbial infections - pathogenesis, immunity, laboratory investigation and control. 19 ed. Elsevier, 2018. 297-300.
  • ROMEIRO, Yara Eduarda F.; CRUZ, Taís S.; SILVEIRA, Ana Eduarda S. et al. Tétano: relato de caso. Acta Biomedica Brasiliensia. Vol 8. 1 ed; 170-174, 2017
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