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Como é feita a cirurgia para sopro no coração e quais os riscos

Não é necessário fazer cirurgia para todos os casos de sopro no coração, porque, na maioria das vezes, é uma situação benigna e a pessoa pode viver com ele normalmente sem grandes problemas para a saúde.

Além disso, em bebês e crianças, é muito comum que o sopro dure somente alguns meses ou anos e se resolva naturalmente, pois as estruturas do coração ainda estão em desenvolvimento.

Assim, a cirurgia está indicada nos casos em que o sopro é provocado por alguma doença, dos músculos ou valvas do coração, que atrapalhe o seu funcionamento, como um estreitamento ou uma insuficiência graves, a ponto de causar sintomas como falta de ar, cansaço ou palpitações, por exemplo. Entenda melhor o que é e o que causa o sopro no coração de adultos e crianças.

Como é feita a cirurgia para sopro no coração e quais os riscos

Como é feita a cirurgia 

A cirurgia para correção de uma doença cardíaca é indicada pelo cardiologista e pelo cirurgião cardíaco, que decidem, em conjunto, o melhor tipo de cirurgia para a alteração de cada pessoa. 

Muitas vezes, antes da cirurgia, pode ser tentado o tratamento com remédios para melhorar o quadro e controlar os sintomas, com o uso de Hidralazina, Captopril ou Furosemida, por exemplo, que podem ser úteis para algumas pessoas. Entretanto, quando os sintomas são graves ou não melhoram com remédio, o procedimento cirúrgico pode ser a melhor alternativa para melhorar a qualidade de vida do bebê ou do adulto. 

Para programar a realização da cirurgia, é feita uma avaliação pré-operatória, com uma bateria de exames de sangue, como hemograma e coagulograma, e de imagem, como ecocardiograma, eletrocardiograma, RX de tórax e cateterismo cardíaco, por exemplo. 

Tipos de cirurgia

A cirurgia, tanto da criança quanto do adulto, é feita de acordo com o defeito no coração que se deve corrigir, que pode ser:

  • Estreitamento da valva cardíaca, que surge em doenças como estenose mitral, arórtica, pulmonar ou tricúspide: pode ser feita uma dilatação por balão, através de um catéter que é introduzido no coração e que insufla o balão no local exato, ou por cirurgia, em que se abre o coração para correção da valva ou, em alguns casos, é feita a troca por uma valva artificial;
  • Insuficiência da valva, que acontece em casos de prolapso da valva mitral ou insuficiência das valvas, como aórtica, mitral, pulmonar e tricúspide: pode ser feita uma cirurgia para corrigir o defeito na valva ou a troca da valva por uma artificial;
  • Cardiopatia congênita, como acontece em bebês com comunicações interatrial (CIA) ou interventricular (CIV), persistência do canal arterial grave, ou tetralogia de Fallot, por exemplo: é feita uma cirurgia para corrigir o defeito no músculo cardíaco.

Na maioria dos casos, um único procedimento é necesário para melhorar o funcionamento do coração e reduzir os sintomas, entretanto, em casos mais complicados, pode ser necessária mais de uma cirurgia. 

Como se preparar para a cirurgia 

Para a cirurgia, é necessário um período de jejum, que varia de acordo com a idade, com uma média de 4 a 6 horas para bebês e 8 h crianças acima de 3 anos e adultos. O procedimento é feito sob anestesia geral, e a duração da cirurgia depende do seu tipo, mas varia entre cerca de 4 a 8 horas.

Riscos da cirurgia

Qualquer cirurgia cardíaca é delicada, pois envolve o coração e a circulação sanguínea, entretanto, atualmente os riscos são baixos, devido às novas tecnologias da medicina e dos materiais cirúrgicos. 

Algumas complicações que dificilmente podem acontecer na cirurgia cardíaca são sangramento, infecção, infarto, parada cardíaca ou rejeição da valva, por exemplo. Estes tipos de complicações podem ser evitados com a realização de um pré e um pós-operatório bem feitos, seguindo todas as orientações do médico.

Como é feita a cirurgia para sopro no coração e quais os riscos

Como é a recuperação

Após a cirurgia, o pós operatório é feito na UTI, durante cerca de 2 dias, e depois o acompanhamento passa a ser no quarto de enfermaria, onde a criança ou adulto podem ficar por cerca de 7 dias, com avaliações do cardiologista, até a alta do hospital. Neste período, além do uso de remédios para desconforto e dores, como Paracetamol, pode ser iniciada a fisioterapia para reabilitação da força e da respiração após a cirurgia.

Após a alta para casa, deve-se seguir algumas orientações, como:

  • Usar os remédios prescritos pelo médico;
  • Não fazer esforços, exceto os recomendados pelo fisioterapeuta;
  • Ter uma alimentação equilibrada, com uma dieta rica em fibras, frutas, verduras e cereais integrais, como aveia e linhaça, e evitando alimentos gordurosos ou salgados;
  • Ir às consultas de retorno com o cardiologista para reavaliações;
  • Antecipar o retorno ou contactar imediatamente o médico em casos de febre maior que 38ºC, falta de ar intensa, dor muito forte, sangramento ou pus na cicatriz.

Saiba mais sobre como é a recuperação da cirurgia cardíaca infantil e e da cirurgia cardíaca no adulto.

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