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O que é a circulação extracorpórea e como funciona

A circulação extracorpórea é uma técnica que é muito utilizada em cirurgias de coração aberto, como acontece na substituição de uma válvula, transplante ou na revascularização do músculo cardíaco, pois substitui o trabalho do coração e dos pulmões. Assim, o médico consegue realizar a cirurgia sem se preocupar com a circulação sanguínea.

Além disso, esta técnica também impede a passagem do sangue pelo pulmão, o que reduz as chances de acontecer uma embolia pulmonar, já que não existe risco de o trauma no coração provocar coágulos que acabam sendo transportados para os pulmões.

O que é a circulação extracorpórea e como funciona

Como funciona

A circulação extracorpórea é feita por um conjunto de máquinas que tentam substituir e imitar o funcionamento da circulação sanguínea no corpo. Dessa forma, é uma técnica que inclui vários passos e componentes:

  1. Remoção do sangue venoso: é colocado um cateter junto do coração para retirar o sangue venoso que vem do todo o corpo, impedindo que chegue no átrio direito do coração;
  2. Reservatório: o sangue removido é acumulado num reservatório cerca de 50 a 70 cm abaixo do nível do coração, que mantém um fluxo contínuo pela máquina e que ainda permite ao médico adicionar medicamentos ou transfusões de sangue à circulação;
  3. Oxigenador: depois, o sangue é enviado para um aparelho chamado de oxigenador, que remove o excesso de dióxido de carbono do sangue venoso e adiciona oxigênio para o tornar em sangue arterial;
  4. Controlador de temperatura: após sair do oxigenador, o sangue vai para um controlador de temperatura, que permite ao médico manter uma temperatura igual à do corpo ou reduzí-la, quando precisa provocar uma parada cardíaca, por exemplo;
  5. Bomba e filtro: antes de voltar ao corpo, o sangue passa por uma bomba que substitui a força do coração, empurrando o sangu por um filtro que remove coágulos e outros gases que possam ter-se formado durante a circulação por fora do corpo;
  6. Microfiltros: depois do filtro, existe ainda um conjunto de microfiltros que retiram partículas menores, que, embora não provoquem problemas na circulação do corpo, podem passar pela barreira hematoencefálica e chegar no cérebro;
  7. Regresso do sangue arterial ao corpo: por fim, o sangue volta a entrar no corpo, diretamente para a aorta, sendo distribuído por todo o corpo.

Durante todo o processo, existem várias bombas que ajudam o sangue a circular, para que não fique parado e aumente o risco de formação de coágulos.

Possíveis complicações

Embora seja uma técnica muito utilizada, relativamente simples e com muitos benefícios para a cirurgia cardíaca, a circulação extracorpórea pode provocar algumas complicações. Uma das complicações mais frequentes é o desenvolvimento de uma inflamação sistêmica, no qual o corpo responde com células de sangue para combater uma infecção. Isso acontece porque o sangue entra em contato com superfícies não naturais dentro da máquina, o que acaba destruindo várias das células do sangue e provocando a resposta inflamatória no corpo.

Além disso, devido às alterações na velocidade e temperatura que o sangue pode passar dentro do aparelho também aumenta o risco de formação de coágulos e, por isso, após este tipo de cirurgias é muito importante ficar atento ao surgimento de embolias no pulmão ou até AVC. No entanto, como após a cirurgia é preciso ficar internado na UTI, normalmente todos os sinais vitais estão sendo monitorados para evitar este tipo de complicações.

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