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O que fazer na gravidez para não passar AIDS para o bebê

A transmissão da AIDS pode acontecer durante a gestação, parto ou aleitamento materno e por isso, o que a gestante HIV positivo deve fazer para evitar a contaminação do bebê inclui tomar os medicamentos indicados pelo médico, fazer uma cesariana e não amamentar o bebê.

Indicamos aqui algumas informações úteis sobre o pré-natal e o parto da mulher com HIV.

O que fazer na gravidez para não passar AIDS para o bebê

Como é o pré-natal da gestante com HIV 

O pré-natal da gestante com HIV+ é um pouco diferente, necessitando de mais cuidados. Além dos exames normalmente realizados durante a gravidez, o médico pode solicitar:

  • Contagem de células CD4 (a cada trimestre)
  • Carga viral (a cada trimestre)
  • Função hepática e renal (mensal)
  • Hemograma (mensal)

Estes exames são importante porque ajudam na avaliação, estadiamento e a indicação do esquema antirretroviral, e podem ser realizados em centros de referência do tratamento da AIDS. Nas pacientes diagnosticadas com HIV antes da gestação, estes exames devem ser solicitados conforme a necessidade.

Todos os procedimentos invasivos como amniocentese e biópsia do vilo corial, são contraindicados porque aumentam o risco de infecção do bebê e por isso em caso de suspeita de malformação fetal, o mais indicado é a ultrassonografia e os exames de sangue.

As vacinas que podem ser administradas nas gestantes HIV+ são:

  • Vacina contra o tétano e difteria;
  • Vacina contra hepatite A e B;
  • Vacina da gripe;
  • Vacina contra catapora.

A vacina tríplice viral é contraindicada na gravidez e a febre amarela não é indicada, embora possa ser administrada no último trimestre, em caso de extrema necessidade.

Tratamento para AIDS na gravidez

Se a gestante ainda não toma medicamentos contra o HIV, deve começar a tomar entre as 14 e 28 semanas de gestação, com a ingestão de 3 remédios orais. O medicamento habitualmente mais utilizado para o tratamento da AIDS durante a gestação é o AZT, que diminui o risco de infecção do bebê.

Quando a mulher apresenta alta carga viral e baixa quantidade de CD4, o tratamento não deve ser mantido após o parto, para evitar que a mulher desenvolva infecções graves, como pneumonia, meningite ou tuberculose.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais causados pelos medicamentos da AIDS nas mulheres durante a gestação incluem a diminuição dos glóbulos vermelhos do sangue, anemia grave e falência do fígado. Além disso, pode haver aumento do risco de resistência à insulina, náuseas, dores abdominais, insônia, cefaleia e outros sintomas que devem ser informados ao médico para que o esquema antirretroviral possa ser verificado, porque em alguns casos pode ser preciso alterar a combinação dos medicamentos.

Aparentemente os medicamentos não afetam negativamente os bebês, embora existam relatos de casos de bebês com baixo peso ao nascer ou de parto antes da hora, mas que não puderam ser relacionados ao uso dos medicamentos pela mãe.

O que fazer na gravidez para não passar AIDS para o bebê

Como fica o parto

O parto da gestante com AIDS deve ser cesariana eletiva às 38 semanas de gestação, para que o AZT possa correr na veia da paciente pelo menos 4h antes do nascimento do bebê, diminuindo assim a chance de transmissão vertical do HIV para o feto.

Após o parto da gestante com AIDS, o bebê deve tomar o AZT, durante 6 semanas e a amamentação está contraindicada, devendo ser utilizada uma fórmula de leite em pó.

Como saber se o bebê tem HIV

Para saber se o bebê foi contaminado com o vírus HIV, devem ser realizados três exames de sangue. O primeiro deve ser feito entre os 14 e os 21 dias de vida, o segundo entre o 1º e 2º mês de vida e o terceiro entre o 4º e 6º mês.

O diagnóstico de AIDS no bebê é confirmado quando há 2 exames de sangue com resultado positivo para o HIV. Veja quais podem ser os Sintomas de HIV no bebê e também Como cuidar do bebê com HIV.

Os medicamentos da AIDS são fornecidos gratuitamente pelo SUS assim como as fórmulas lácteas para o recém nascido.

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