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9 situações em que a cesária é recomendada

A cesariana é indicada em situações em que o parto normal apresentaria maior risco para a mulher e o recém nascido, como no caso de posição errada do bebê, gestante que tenha problemas cardíacos e até mesmo, bebê acima do peso. 

No entanto a cesariana ainda é uma cirurgia que tem algumas complicações associadas, como por exemplo o risco de infecções onde o corte foi feito ou hemorragias e por isso só deve ser realizada quando existem indicações médicas.

A decisão pela cesariana é feita pelo obstetra mas também é importante levar em consideração o desejo da grávida de ter o parto normal ou não. Apesar do parto normal ser a melhor forma do bebê nascer, este por vezes é contraindicado, sendo necessário realizar uma cesária e cabe ao médico fazer a decisão final após verificar o estado de saúde da mãe e do bebê.

9 situações em que a cesária é recomendada

Algumas razões para se fazer uma cesária são:

1. Placenta prévia ou descolamento da placenta

A placenta prévia acontece quando a mesma está fixada em um local que impede a passagem do bebê pelo canal do parto, sendo possível que a placenta saia antes do bebê. Já o descolamento da placenta ocorre e quando a mesma se solta do útero antes do nascimento do bebê. 

A indicação de cesária para estas situações se dá por a placenta ser a responsável pela chegada de oxigênio e nutrientes para o bebê e quando esta encontra-se comprometida, o bebê é prejudicado pela falta de oxigênio, o que pode levar a danos cerebrais. 

2. Bebês com síndromes ou doenças

Bebê que foram diagnosticados com algum tipo de síndrome ou doença, como hidrocefalia ou onfalocele, que é a quando o fígado ou intestino do bebê estão do lado de fora do corpo, devem sempre nascer através da cesária. Isso porque o processo do parto normal pode lesionar os órgãos no caso da onfalocele, e as contrações uterinas podem danificar o cérebro no caso de hidrocefalia. 

3. Quando a mãe possui IST’s

Quando a mãe possui alguma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) como o HPV ou Herpes Genital, e que permanece até o final da gravidez, o bebê pode ser contaminado e por isso é mais indicado fazer o uso do parto cesária. 

No entanto, se a mulher realizar o tratamento para a IST especifica que possui, e ter a infecção controla poderá tentar o parto normal. 

Para mulheres que possuem HIV, é recomendado que o tratamento seja iniciado antes no inicio da gestação, pois para evitar que o bebê seja contaminado durante o parto, a mãe deverá estar fazendo o uso dos medicamentos recomendado durante todo o período gestacional e ainda sim, o médico pode optar pela cesariana. A amamentação está contraindicada e o bebê deve ser alimentado com mamadeira e leite artificial. Veja o que se pode fazer para não contaminar o bebê com o vírus do HIV.

4. Quando o cordão umbilical sai primeiro

Durante o trabalho de parto, pode ocorrer do cordão umbilical sair primeiro que o bebê, nesta situação o bebê tem o risco de ficar sem oxigênio, uma vez que a dilatação incompleta prenderá a passagem de oxigênio para o cordão que está do lado de fora do corpo, neste caso a cesária é a opção mais segura. Entretanto se a mulher estiver com dilatação completa, pode-se esperar pelo parto normal. 

9 situações em que a cesária é recomendada

5. Posição errada do bebê

Se o bebê permanecer em alguma posição, que não a de cabeça para baixo, como deitado de lado ou com a cabeça para cima, e não virar até antes do parto, é mais indicado fazer uma cesária porque existe um maior risco para a mulher e o bebê, já que as contrações não são fortes o suficiente, tornando o parto normal mais complicado.

A cesariana também pode ser indicada quando o bebê está de cabeça para baixo mas está posicionado com a cabeça levemente virada para trás com o queixo mais voltado para cima, esta posição aumenta o tamanho da cabeça do bebê, dificultando a passagem pelos ossos do quadril da mãe. 

6. Em caso de gêmeos

Na gravidez de gêmeos, quando os dois bebês estão devidamente virados de cabeça para baixo o parto pode ser normal, no entanto, quando um deles ainda não virou até o momento do parto, pode ser mais aconselhado fazer uma cesariana. Quando são trigêmeos ou quadrigêmeos mesmo estando de cabeça para baixo é mais aconselhado fazer uma cesariana.

7. Bebê acima do peso

Quando o bebê tem mais de 4,5 kg pode ser muito difícil passar pelo canal vaginal, já que a cabeça do bebê será maior que o espaço no osso do quadril da mãe, e por isso, neste caso é mais indicado recorrer à cesária. No entanto, se a mãe não sofrer de diabetes ou diabetes gestacional e não tiver outras situações agravantes, o médico pode indicar o parto normal.

8. Outras doenças da mãe

Quando a mãe possui doenças como, problemas cardíacos ou pulmonares, púrpura ou câncer, o médico deverá avaliar os riscos do parto e se for leve, pode-se esperar pelo trabalho de parto normal. Mas quando o médico chega a conclusão que isto pode colocar em risco a vida da mulher ou do bebê, ele poderá indicar uma cesariana. 

9. Sofrimento fetal

Quando os batimentos cardíacos do bebê estão mais fracos que o recomendado há indícios de sofrimento fetal e neste caso pode ser necessário uma cesariana, pois, com os batimentos mais fracos que o necessário, o bebê pode ter falta de oxigênio no cérebro, o que leva a danos cerebrais como, deficiência motora, por exemplo.

Bibliografia >

  • OMS. Intrapartum care for a positive childbirth experience. Disponível em: <http://febrasgo.mccann.health/childbirth_experience_2018.pdf>. Acesso em 22 Jul 2020
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. Portaria Nª 306. 2016. Disponível em: <http://www.saude.gov.br/images/pdf/2016/marco/31/MINUTA-de-Portaria-SAS-Cesariana-03-03-2016.pdf>. Acesso em 22 Jul 2020
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