Tratamento para sífilis congênita

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No tratamento da sífilis congênita recomenda-se as injeções de penicilina para a grávida, para o bebê recém-nascido e para o seu parceiro, a fim de evitar a reinfecção da doença.

Tratamento da sífilis nos adultos:

Durante a gravidez a mulher deverá realizar o exame de VDRL nos três trimestres para verificar a presença ou não da bactéria no organismo. Uma diminuição na carga viral não significa que a doença tenha sido curada e é preciso continuar o tratamento até o final da gravidez.

Realizar o teste sorológico para a sífilis retirando amostra de sangue do cordão umbilical é importante para saber se o bebê já está ou não está contaminado com a doença. Amostras de sangue retiradas do bebê logo ao nascer são também importantes para avaliar se ele foi contaminado ou não com a sífilis.

O tratamento para a sífilis durante a gravidez ocorre da seguinte forma:

  • Na sífilis primária: dose total de 2.400.000 UI de penicilina benzatina;
  • Na sífilis secundária: dose total de 4.800.000 UI de penicilina benzatina;
  • Na sífilis terciária: dose total de 7.200.000 UI  de penicilina benzatina;
  • Na neurossífilis: 18-24 milhões UI por dia de penicilina G aquosa cristalina, por via endovenosa, fraccionada em doses de 3-4 milhões U de 4 em 4 horas, durante 10 a 14 dias;

Tratamento da sífilis no bebê:

Se o bebê recém-nascido não apresentar a sífilis, deve-se somente acompanhar o seu desenvolvimento, mas se o bebê apresentar uma taxa de VDRL igual ou maior que a da mãe, ele também deve ser tratado com a penicilina, e a dose vai variar conforme a idade do bebê.

Bebês com até 7 dias, que apresentam sífilis ou que possuem mães diagnosticadas com a doença e que não tenham sido devidamente tratadas, devem tomar 2 injeções de penicilina por 10 dias. Bebês com mais de 7 dias de vida devem tomar 2 injeções de penicilina por 14 dias.

Além do exame de VDRL, punção lombar e raio-x dos ossos dos braços e das pernas são importantes para avaliar a gravidade da doença no bebê.

Os bebês que não são tratados podem ter problemas como surdez, cegueira, problemas ósseos e neurológicos.

Referências Bibliográficas

  1. HILDEBRAND VLPC. Sífilis congênita: farores associados ao tratamento das gestantes e seus parceiros. Acesso em Dez. 2011.
  2. AVELLEIRA JCR; BOTTINO G. Sífilis: diagnóstico, tratamento e controle. Acesso em dez. 2011.
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Última atualização do site: 15/09/2014 Última atualização da página: 02/11/2012
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