Como tratar o pólipo uterino para prevenir o câncer

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​O tratamento mais efetivo para pólipo uterino, por vezes, é a retirada do útero, embora eles também possam ser retirados através da cauterização e da polipectomia. A escolha de tratamento mais eficaz depende da idade da mulher, se ela apresenta sintomas ou não, e se ela toma medicamentos hormonais. As opções de tratamento para pólipos uterino podem ser:

1. Apenas observação

Por vezes, o médico pode indicar somente a observação do pólipo durante 6 meses, especialmente quando ele não apresenta sintomas como sangramento prolongado, intermenstrual, cólicas ou corrimento com mau cheiro. Nestes casos a mulher deve ter uma consulta de ginecologia a cada 6 meses para verificar se o pólipo aumentou ou diminuiu de tamanho. Esta conduta é mais comum nas mulheres jovens que não apresentam qualquer sintoma relacionado ao pólipo uterino.

2. Polipectomia

A polipectomia através da histeroscopia cirúrgica pode ser indicada para todas as mulheres saudáveis pois os pólipos podem dificultar a implantação do óvulo fertilizado no útero, diminuindo as chances de gravidez. A cirurgia para retirada do pólipo uterino pode ser feita no consultório médico com anestesia local, e deve retirar o pólipo e sua camada basal porque isto diminui o risco de desenvolvimento de câncer.

Nas mulheres após a menopausa os pólipos uterinos geralmente não apresentam sintomas, embora possam causar perda de sangue vaginal em algumas mulheres. Nestas a polipectomia é bastante eficaz e o pólipo raramente volta, apesar de ser nesta fase que existe um maior risco de desenvolvimento do câncer. A única forma de saber se o pólipo uterino tem a possibilidade de ser maligno é através da biópsia, que é recomendada para todas as mulheres que desenvolveram pólipos após a menopausa. Quanto mais velha a mulher, maiores serão as chances de desenvolver câncer endometrial.

3. Retirada do útero

A retirada do útero é uma opção de tratamento para mulheres que não desejam ter mais filhos, apresentam sintomas intensos e que possuem uma idade avançada, sendo desaconselhada para mulheres jovens, que ainda não tiveram filhos. Para estas, o mais indicado é retirar o pólipo uterino através da cauterização e da polipectomia, que retira também a sua base de implantação.

O médico juntamente com a paciente podem discutir as possibilidade de tratamento, levando em consideração o risco de desenvolver câncer, a presença de sintomas desagradáveis e o seu desejo de engravidar. O médico deverá tranquilizar a paciente e informar que após a retirada dos pólipos, eles podem voltar a aparecer, embora exista uma maior possibilidade disto acontecer nas mulheres jovens que ainda não entraram na menopausa e que apresentam sintomas, porque após a menopausa raramente o pólipo uterino volta a aparecer.

Qual o risco do pólipo uterino virar câncer?

Os pólipos uterinos são lesões benignas que raramente se transformam em câncer, mas isto pode acontecer quando o pólipo não é retirado ou quando não é retirada também a sua base de implantação. As mulheres que possuem um maior risco de desenvolver câncer de útero são aquelas que foram diagnosticadas com pólipo uterino após a menopausa e que apresentam sintomas.

Sinais de melhora

Nas mulheres assintomáticas os sinais de melhora só podem ser observados durante o exame em que o médico verifica que o pólipo uterino diminuiu de tamanho. Já nas mulheres que apresentam sintomas como sangramento anormal, os sinais de melhora podem incluir a normalização da menstruação.

Sinais de piora e complicações

Os sinais de piora podem surgir quando há um aumento da intensidade do fluxo menstrual ou perda de sangue vaginal entre duas menstruações. Neste caso, ao notar estes sintomas a mulher deve voltar ao médico para verificar se o pólipo uterino aumentou de tamanho, se surgiram outros ou se suas células sofreram mutação, podendo originar o câncer, que é a pior complicação que o pólipo endometrial pode causar.

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