Obesidade e cirurgia bariátrica
O tratamento cirúrgico da obesidade (Cirurgia Bariátrica) como a colocação da banda gástrica para redução do tamanho do estômago, é a única modalidade terapêutica associada à perda de peso persistente clinicamente significativa em pacientes portadores de obesidade mórbida.
Várias evidências mostram que a Cirurgia Bariátrica, quando realizada de modo criterioso e em pacientes bem selecionados, aqueles que possuem um índice de massa corporal superior a 40Kg por metro quadrado de corpo, é capaz de resolver várias patologias associadas à obesidade grave, incluindo diabetes melito tipo 2, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, edema periférico, insuficiência respiratória, asma, dislipidemia, esofagite, distúrbios do sono, osteoartrose, tromboembolismo e incontinência urinária.
Embora atualmente a via laparoscópica vem ganhando espaço, reduzindo o tempo cirúrgico e o índice de morbidade operatória, muitos pacientes continuam apresentando complicações, estenoses, erosões ou úlceras gastrintestinais, diarréia persistente, síndrome disabsortivas, síndrome de dumping, e vazamentos anastomóticos. Procedimentos de redução gástrica resultam em vômitos persistentes, alcalose metabólica, e/ou deficiência de tiamina, ferro e vitamina B12 em até 40-70% dos pacientes.
Esta técnica moderna e relativamente pouco invasiva e é eficiente, porém as indicações devem ser seriamente avaliadas e sendo uma das soluções para o tratamento da obesidade mórbida, não é ainda uma solução milagrosa.