Mononucleose infecciosa
A mononucleose infecciosa é uma doença causada pelo causada pelo vírus da herpes Epstein-Barr. A doença é caracterizada por febre, inflamação da garganta e formação de inguas.
Esta infecção é muito comum, afetando crianças, adolescentes ou adultos, embora o vírus não seja muito contagioso, sendo transmitida através de beijo ou contato íntimo com alguém infectado.
Sintomas
A infecção começa com uma sensação de mal-estar generalizado que dura de alguns dias até uma semana. Os quatro principais sintomas são fadiga, febre alta ao fim do dia, inflamação da garganta e aumento de tamanho dos linfonodos (inguas) especialmente no pescoço, que podem comprimir as vias aéreas. provocando uma congestão pulmonar.
A garganta pode estar muito inflamada e um material semelhante ao pus pode ser produzido. A fadiga é mais pronunciada nas primeiras 2 a 3 semanas, e em mais de 50% dos indivíduos o baço e o fígado aumenta de volume.
Outros sintomas que podem ser manifestados podem ser: icterícia e edema em torno dos olhos, erupções cutâneas, encefalite (inflamação do cérebro), convulsões, diversas alterações nervosas, meningite e alterações comportamentais.
A fase aguda da infecção dura cerca de 2 semanas, mas a fadiga pode persistir por meses.
Apesar de todos os sintomas relatados a mononucleose infecciosa pode ser assintomática e é fatal apenas em menos de 1% dos casos.
Tratamento
O tratamento envolve repouso até o desaparecimento da febre, inflamação da garganta e mal-estar.
Devido ao risco de ruptura do baço, o levantamento de grandes pesos e os esportes de contato devem ser evitados por 6 a 8 semanas.
Como medicação o acetaminofeno ou a aspirina podem ser utilizados para reduzir a febre e a dor, porém com cautela em crianças devido à possibilidade de ocorrência da síndrome de Reye.
Algumas complicações, como o edema intenso das vias aéreas, podem ser tratadas com corticosteróides.
O aciclovir reduz a produção do vírus de Epstein-Barr, mas tem pouco efeito sobre os sintomas da mononucleose infecciosa.