Esplenectomia

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A esplenectomia é a cirurgia para a retirada total ou de uma parte do baço, sendo que este órgão é responsável por produzir, armazenar e eliminar algumas substâncias desnecessárias do sangue e produzir anticorpos, mantendo o equilibro do organismo e evitando infeções.

A esplenectomia é indicada em casos de doenças no sangue, como esferocitose ou quando há doença no baço, como câncer por exemplo e, normalmente a cirurgia é feita por laparoscopia, sendo realizado uns pequenos furinhos no abdômen que tornam a cicatriz muito pequena e causam menos dor do que a cirurgia aberta. 

O baço é um órgão muito pequeno que se situa no lado superior esquerdo do abdômen, sendo mais indicado, se possível, esplenectomia parcial em vez da total.

Como é feita a cirurgia

A técnica cirúrgica da esplenectomia é, na maioria dos casos, a laparoscopia, sendo feitos uns pequenos furinhos no abdômen, por onde passam tubos e instrumentos que ajudam na remoção do baço, sem ter que fazer um corte grande. O paciente precisa de levar anestesia geral e, a cirurgia demora, em média, 3 horas, ficando internado, em média, 2 dias.

Esta técnica cirúrgica é pouco invasiva e, por isso, causa menos dor e a cicatriz é menor, sendo mais rápida a recuperação e o retorno às atividades do dia a dia. No entanto, em alguns casos, pode ser necessário fazer cirurgia aberta.

Preparo para a cirurgia

Antes da cirurgia o médico vai indicar ao paciente que realize um exame de sangue, um ultrassom para avaliar a presença de cálculos na vesícula e realizar vacinação pré-operatória, incluindo a vacina contra a pneumonia e gripe.

Além disso, na maioria dos casos, o paciente inicia antibiótico, como cefalosporinas ainda antes da cirurgia.

Quando a cirurgia pode ser feita

A esplenectomia pode ser indicada pelo médico em situações, como:

  • Esferocitose;
  • Anemia falciforme;
  • Púrpura trombocitopênica idiopática;
  • Abcesso esplênico;
  • Leucemia;
  • Linfoma hiperesplenismo;
  • Anemia hemolítica auto-imune.

O baço pode ser removido parcialmente ou totalmente e, outros poderão ser os casos, que o clínico pode indicar a remoção do órgão.

Complicações da cirurgia

Após a cirurgia de remoção do baço é normal que o paciente apresente dor e alguma limitação para realizar as atividades do dia-a-dia sozinho, precisando de ajuda de uma familiar para realizar os cuidados de higiene, por exemplo.

A cirurgia por laparoscopia pode trazer complicações como hematoma, sangramento ou derrame pleural. No entanto, a cirurgia aberta, pode trazer mais riscos. 

Além disso, depois da remoção do baço a capacidade do corpo de combater infecções fica diminuída e outros órgãos, especialmente o fígado, aumentam sua capacidade de produzir anticorpos para combater infecções e proteger o organismo, pelo que o risco de infeção fica restabelecido ao fim de alguns meses.

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