Epilepsia

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A epilepsia é uma desordem neurológica passageira de difícil cura mas que tem controle com a toma de medicamentos indicados pelo neurologista, como Carbamazepina ou Oxcarbazepina, por exemplo e, manifesta-se através de sintomas como convulsões ou crises de ausência, que podem duram entre alguns segundos até 5 minutos. Saiba mais sintomas em: Sintomas de epilepsia.

Na maioria dos casos, o indivíduo que possui epilepsia pode ter uma vida normal, porém deverá realizar o tratamento contra esta doença por toda a vida para andar controlado e não ter crises.

Causas da epilepsia

A epilepsia pode afetar indivíduos de qualquer idade, mesmo bebês ou idosos e pode ser causada por vários fatores como:

  • Traumatismo craniano após bater a cabeça ou hemorragia intracraniana.
  • Mal formação do cérebro durante a gestação;
  • Doença de Alzheimer ou Acidente vascular cerebral;
  • Falta de oxigênio durante o parto;
  • Baixos níveis de açúcar no sangue ou diminuição do cálcio ou magnésio;
  • Doenças infecciosas como a meningite, encefalite ou neurocisticercose;
  • Tumores no cérebro, como câncer;
  • Febre alta.

No entanto, a causa da epilepsia nem sempre é identificada e, existem alguns fatores que podem desencadear uma crise epilética como sons fortes. flashes luminosos ou privação do sono. Saiba mais sintomas em: Fatores que desencadeiam uma crise epilética.

Geralmente, a primeira crise convulsiva ocorre entre os 2 e os 14 anos de idade e, no caso de crises convulsivas que ocorrem antes dos 2 anos estão relacionadas com defeitos cerebrais, desequilíbrios químicos ou febres muito altas. Já as crises convulsivas que começam após os 25 anos de idade são provavelmente decorrentes de um traumatismo craniano, de um AVC ou tumor.

Sintomas de uma crise epilética

Os sintomas de uma crise epilética variam com o tipo de epilepsia, no entanto é comum ocorrer:

  • Perda da consciência;
  • Contrações dos músculos que sacodem o corpo;
  • Mordedura da língua;
  • Incontinência urinária;
  • Confusão.

Estas crises convulsivas podem durar de 30 segundos a 5 minutos, mas existem casos onde podem permanecer por até 30 minutos, e neste caso pode lesionar o cérebro deixando lesões irreversíveis.

Além disso, nem sempre a epilepsia se manifesta por espasmos musculares, como acontece no caso da crise de ausência, em que ao individuo fica parada, com olhar vago, como se estivesse desligada do mundo durante cerca de 10 a 30 segundos. Leia mais em: Como identificar e tratar a crise de ausência.

Diagnóstico da epilepsia

O diagnóstico da epilepsia é feito com a descrição detalhada dos sintomas de uma crise de epilepsia ao médico e para confirmar o diagnostico é necessário realizar um eletroencefalograma.

Outros exames que o médico pode indicar incluem:

  • Exame de sangue: para avaliar os níveis de açúcar, cálcio e sódio, porque quando os seus valores são muito baixos podem levar a crises de epilepsia;
  • Electrocardiograma: para verificar se a causa da epilepsia é provocada por problemas do coração;
  • TAC ou ressonância magnética: para verificar se a epilepsia é provocada por um câncer ou AVC.
  • Punção lombar: para verificar se é uma infecção cerebral.

Além disso, estes exames devem ser realizados no momento da crise epilética, pois quando realizadas entre crises, geralmente não se encontra qualquer anormalidade cerebral.

Tratamento para Epilepsia

O tratamento da epilepsia é feito com a toma de anticonvulsivantes por toda a vida indicados pelo neurologista, como Fenobarbital, Valproato, Clonazepam e Carbamazepina. Estes medicamentos ajudam o indivíduo a controlar a doença, diminuindo as chances de ter crises convulsivas.

No entanto, cerca de 30% dos pacientes diagnosticados com a epilepsia não conseguem controlar as crises nem mesmo com os medicamentos e, por isso, em alguns casos, como neurocisticercose, a cirurgia pode ser indicada. Veja como o tratamento deve ser feito em: Tratamento da Epilepsia.

Primeiros socorros para epilepsia

Durante um ataque epiléptico deve-se colocar o paciente de lado para facilitar a respiração e, não se deve mexer nele durante as convulsões, removendo objetos que possam cair e machucar.

A crise deverá passar em até 5 minutos, caso demore mais tempo é recomendado levar o indivíduo no pronto socorro ou chamar uma ambulância ligando para o número 192. Saiba como agir em: O que fazer na Crise de Epilepsia.

Quando o indivíduo acordar da crise, possivelmente não lembrará do ocorrido e estará confuso, devendo ser acalmado e se possível levado para casa.

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