Tomar corticóide pode engordar, causar estrias e diabetes

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O uso prolongado de corticoide, por mais por mais de 30 dias, pode engordar porque estes medicamentos podem alteram o metabolismo das gorduras, levando a uma distribuição irregular da gordura no corpo, principalmente na barriga, costas e pescoço, além de provocarem inchaço no corpo.

Além disso, o desenvolvimento de estrias vermelhas, dor nos ossos ou diminuição do desejo sexual são outras alterações comuns do uso de corticoides, como prednisona ou betametasona, por exemplo, sendo que as chances de desenvolver efeitos colaterais é maior quando se usa doses elevadas ou quando ocorre a retirada rápida da medicação sem indicação do médico.

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Sintomas de Sindrome de CushingSintomas de Sindrome de Cushing

Os indivíduos que usam regularmente corticoides podem desenvolver Síndrome de Cushing, que se manifesta através de aumento de peso, rosto redondo, gordura abdominal, estrias avermelhadas no corpo, pernas e dedos finos e acne no rosto, devido à elevada quantidade de cortisol no sangue. Veja como tratar o Síndrome de Cushing.

Principais alterações do uso de corticoides

Geralmente, os efeitos colaterais destes remédios são leves e facilmente têm cura com a parada do medicamento. Porém, outros efeitos podem permanecer por toda a vida e, o seu uso por mais de 1 mês ou em doses muito elevadas pode causar efeitos colaterais sistêmicos, afetando vários órgãos. Assim, pode ocorrer:

Aumento de pesoAumento de peso
Estrias vermelhasEstrias vermelhas
Fragilidade dos ossosFragilidade dos ossos

1. Aumento de peso

Os corticoides engordam porque podem aumentar o apetite e alterar o metabolismo das gorduras, levando ao acúmulo de gordura no corpo, principalmente na região do pescoço, costas e face além de perda de massa muscular nas pernas. Também pode ocorrer diminuição do metabolismo que reduz o gasto de energia e leva ao aumento de peso.

Além disso, pode ocorrer retenção de líquidos, que faz a pessoa ficar inchada e com aumento de volume corporal.

2. Desenvolvimento de estrias vermelhas

O uso de corticoides por mais de 3 meses pode levar à formação de estrias vermelhas na pele, muito marcadas e largas no abdômen, coxas, seios e braços, além de manchas roxas e demora de mais de 1 mês para cicatrizar feridas. Além disso, infeções na pele como acne e herpes são também alterações na pele muito frequentes.

3. Diminuição do apetite sexual

A diminuição do apetite sexual pode ocorrer porque diminuem os hormônios sexuais, como testosterona, estrogênios e progesterona no sangue, diminuindo o interesse sexual. Por esse motivo, também pode ocorrer alteração do ciclo menstrual ou mesmo ausência de menstruação.

4. Diabetes e pressão alta

O aumento da glicose no sangue surge porque ​aumenta a produção de açúcar pelo fígado e a insulina diminui a sua ação e, por isso, o desenvolvimento de diabetes é comum. No entanto, na maioria das vezes, a interrupção de corticoides leva ao desaparecimento de diabetes e só permanece quando os indivíduos têm predisposição genética para a doença.

Além disso, também pode ocorrer o aumento da pressão sanguínea pois é comum a retenção de sódio no organismo.

5. Fragilidade dos ossos

O uso de corticoides por mais de 5 anos pode provocar a diminuição da absorção do cálcio tornando os ossos mais fracos, provocando fraturas recorrentes devido a problemas como osteoporose​, por exemplo, sendo a coluna, as costelas e quadril os ossos mais afetados.

Alterações no estômagoAlterações no estômago
Problemas nos olhosProblemas nos olhos
Infecções constantesInfecções constantes

6. Alterações no estômago e intestino

O consumo de corticoides pode levar a sintomas como azia, refluxo e dor abdominal e pode surgir quando se usa estes remédios por alguns dias ou em simultâneo com anti-inflamatórios, como Ibuprofeno, por exemplo. Além disso, pode surgir o desenvolvimento de úlceras no estômago.

7. Infecções regulares

Os indivíduos que tomam corticoides têm maior risco de desenvolver infecções, como infecção urinária ou respiratória, porque diminuem as defesas do organismo.

8. Problemas de visão

O uso de corticoides pode levar a alterações nos olhos, como ao desenvolvimento de cataratas e glaucoma, aumentando a dificuldade em enxergar.

9. Irritabilidade e insônia

Pode ocorrer momentos de euforia, incluindo momentos de irritabilidade, vontade de chorar, dificuldade para dormir e, em alguns casos pode provocar depressão, além de perda de memória e diminuição da concentração.

Lista dos corticoides mais comuns

A hidrocortisona e a cortisona são normalmente os remédios que atuam mais rapidamente no organismo e, por isso são os remédios mais indicados pelo médico. No entanto, existem vários medicamentos com efeito corticoide, como:

HidrocortisonaMetilprednisolonaParametasona
CortisonaBetametasonaDexametasona
PrednisolonaMetilprednisolonaBusesonida

Geralmente, os corticosteroides, que são remédios que ajudam a reduzir o processo inflamatório exagerado, podem ser administrados por via inalatória, em comprimidos, por injeções na veia ou através de pomadas, por exemplo e, normalmente os efeitos colaterais surgem mais rapidamente quando é em injeções ou oralmente, devendo ser usados apenas por indicação médica.

Efeitos colaterais dos corticoides na gravidez

Os corticoides podem ser usados na gravidez desde que recomendados pelo obstetra, uma vez o risco de provocar alterações no desenvolvimento do bebê são reduzidas.

Porém, nos primeiros 3 meses de gestação existe maiores chances de desenvolver alterações na boca como fenda palatina, ocorrer nascimento prematuro ou bebê com muito baixo peso.

Efeitos colaterais dos corticoides em bebês

O uso de corticoides por bebês e crianças pode levar a atraso no crescimento, provocando crianças baixas e com baixo peso, porque à diminuição da absorção de cálcio pelo intestino e destruição dos músculos.

Principais doenças tratadas com corticoides

As principais doenças que são tratadas com corticoides incluem:

Reação alergicaReação alergica
Problemas respiratóriosProblemas respiratórios
Infecções da peleInfecções da pele

  • Problemas respiratórios, como asma ou DPOC;
  • Infecções na pele como urticária ou psoríase;
  • Esclerose múltipla;
  • Hepatite;
  • Herpes;
  • Câncer como leucemia;
  • Reações alérgicas, como rinite, sinusite ou conjuntivite;
  • Lúpus;
  • Reação anafilática, provocada por alergia a medicamentos ou alimentos, por exemplo.

Além disso, também é usado após transplante de órgãos, como figado ou rins para evitar a rejeição e o desenvolvimento de infecções e quando se verifica falta de produção de cortisol pela glândula suprarrenal para restabelecer os valores deste hormônio.

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